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domingo, 10 de abril de 2011

Violência contra os mais Velhos - (Parte II)

Aproveito o tema da Inês, para acrescentar e transcrever uma parte de um artigo que foi publicado pela jornalista Sílvia Caneco no Jornal I no dia 7 de Abril de 2011
Açores formam técnicos
“…Apesar de as denúncias de maus-tratos contra os idosos terem aumentado 300% entre 2009 e 2010 nos Açores, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) vai formar este mês 40 técnicos que trabalham em instituições nas áreas da saúde e apoio a pessoas idosas, como centros de dia e lares, em São Miguel e na Terceira. A APAV entende que os crimes de violência contra idosos aumentaram na sequência de “uma maior consciencialização para estes casos e tenciona continuar a investir na formação, já que “os idosos raramente efectuam a denúncia” e são estes técnicos “ quem mais próximo está de poder identificar situações de crime”.
A formação pretende despertar os técnicos para a necessidade de prevenção não só de situações de violência doméstica, mas também de “outras que não são tão facilmente detectadas” como é o caso do “internamento num lar sem o consentimento do idoso, a apropriação de reformas ou excesso de medicação”, explica Helena Costa, da APAV/Açores.
A técnica alerta para a tendência dos idosos de se remeterem ao silêncio por os crimes serem cometidos por familiares de quem dependem e por haver “pouca consciência de que decisões como a da gestão de uma reforma ou de um internamento num lar não poderem ser tomadas sem o consentimento do idoso”. Nos casos em que os pedidos de entrada em lares são feitos por pessoas ainda autónomas, os sentidos dos técnicos devem ficar imediatamente de alerta. “Há idosos que são internados, por exemplo, na sequência de uma doação forçada dos seus bens patrimoniais”, alerta Helena Costa, que defende que “ a entrada em qualquer lar devia obrigar à assinatura de um termo de consentimento” para evitar internamentos forçados.
Apesar de muitos casos de internamento dos idosos açorianos não reflectirem negligência da família – já que em muitos casos os familiares emigraram -, os lares “deveriam ser sempre a ultima alternativa”, na perspectiva da responsável pelo gabinete da APAV nos Açores. Os centros de dia e o apoio domiciliário “permitem que a pessoa se sinta mais integrada na comunidade não seja afastada repentinamente do seu espaço e das sua rotinas”.
    Cito Sílvia Caneco – Jornal I do dia 7 de Abril de 2011
                             Gracinda Silva

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