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sábado, 30 de abril de 2011

Comunicar

“O que significa parecer?

Falar somente sobre o tempo,
ou  sobre desportos, ou sobre o sexo oposto é parecer comunicar.
Falar somente do papel que desempenhamos na
vida (como alguém mais velho, como professor,
como jovem, como marido, como esposa) è parecer  comunicar.
quando se trocam banalidades apenas parecidas com comunicar,
não se corre o risco de aparentar solidão ou sentir  dor.
Não temos de nos preocupar com sentimentos ou raciocínios  inesperados,
mas também não experimentamos a alegria súbita e irresistível  ou
o sentimento de estarmos realmente vivos.”

Mamoru Itoh, 
Quero falar-te dos meus sentimentos
4ª Edição
Padrões Culturais Editora


Deolinda Brito, 1º ano

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cuidar dos outros

Cuidar dos outros
Muitos de nós a certa altura das nossas vidas já cuidou de um familiar. Fazemos de boa vontade porque é um nosso familiar, alguém que nos é querido, temos essa responsabilidade, temos essa divida no caso dos nossos pais, por exemplo. Mas também todos nós que passamos por esta experiência sabemos como é doloroso, não só pela situação de ter o nosso ente querido doente como com o prolongar do tempo e se estamos sozinhos começamos a sentir-nos cansados e até cresce em alguns de nós sentimentos de revolta, frustração e sentimo-nos culpados por isso. Hoje publico uma parte de um artigo que li na revista Teste Saúde e espero poder ajudar quem cuida de outros.

Mulheres com 85 anos a prestar assistência
A maioria dos cuidadores são mulheres, em grande parte filhas, mães ou cônjuges. Segundo um estudo britânico, um número significativo tem 85 anos ou mais. Metade dedica, em média, 50 horas semanais à tarefa.
Os cuidadores de meia-idade, além de tomarem conta de um dependente, têm outras responsabilidades familiares e, por vezes, filhos ou netos a cargo. (…)
Muitos torna-se cuidadores por falta de alternativa ou por obrigação moral, revela uma investigação portuguesa com famílias do Porto e Braga. Há quem não dispense a tarefa, por se julgar melhor solução ou por afecto.
A exigência do apoio aumenta com o grau de dependência e inclui apoio ao nível da higiene, alimentação, limpeza da casa e tratamento de roupas. Pequenos testes médicos, como medir a glicose e dar medicamentos são outras responsabilidades. Em muitos casos, a pessoa não consegue vestir-se ou ir à casa de banho sozinha, o que exige um grande esforço físico a quem trata.

Ninguém está preparado para tratar de um dependente. A maioria dos cuidadores avalia a sua saúde como fraca. (…)
Cuidar de alguém dependente exige tempo, que é roubado a outros afazeres. Estes indivíduos participam menos em actividades sociais, têm conflitos laborais e profissionais. (…)
Todos os cuidadores dispõem de pouco tempo para si, sentem-se isolados e, em muitos casos, ansiosos ou deprimidos. (…) A questão é mais grave entre os que têm de renunciar ao trabalho ou reduzir o horário. Alguns são obrigados a fazer obras para adaptar a casa, o que em geral, implica gastos elevados.
De inicio, o cuidador sente que o seu trabalho é gratificante. (…) Mas com o decorrer do tempo, instala-se o cansaço físico e mental. Surge a revolta, sobretudo quando não tem o apoio da restante família. A balança acaba por pender para os sinais de stress. Se não os reconhecer e enfrentar, podem evoluir para a depressão.
Com ou sem sinais de desgaste, peça ajuda a familiares ou amigos para cuidar da pessoa dependente, mesmo que seja 1 ou 2 horas por dia e saia de casa. (…)
Dê um passeio, quando possível na companhia de um amigo para conversar e desabafar.
Não se sinta culpado por deixar o seu familiar por um período.
Faça uma pausa, mesmo que seja curta. (…)
Procure praticar uma actividade física e seguir uma alimentação equilibrada (…)
Incentive o seu familiar a desempenhar as tarefas que ainda conseguir. Quanto mais tempo mantiver certas funções, melhor será a qualidade de vida de ambos.
Tente levá-lo à rua e promova a interacção com familiares e amigos.
Caso se sinta desgastado, sem forças e não melhore com as medidas referidas, fale com o seu médico: pode precisar de tratamento com medicamentos, apoio psicológico ou outro.

Saber mais:
 Revista Teste Saúde – 89/Fevereiro/Março – 2011  DECO/Proteste

 Gracinda Silva
  29/04/2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

"Uma luz sobre cegueira dos idosos"

Paulo Pereira é um nome que os gerontólogos e estudantes de Gerontologia devem de ter em atenção!
Trabalha na faculdade de medicina da universidade de Coimbra, e além de subdirector para a investigação e desenvolvimento e director do centro de oftalmologia e ciências da visão, é coordenador de vários projectos. A última investigação que coordenou foi sobre a degenerescência macular relacionada com a idade, que é a principal causa da cegueira em pessoas com mais de 60 anos. "Durante o envelhecimento há uma acumulação daquilo que pode ser descrito como lixo biológico, que se deve predominantemente á falência dos sistemas celulares de controlo de qualidade."
O nome do projecto que coordena actualmente chama-se "regulação da proteostase em doenças associadas ao envelhecimento".
Outros projectos de investigação irão ser aqui mencionados, pois a investigação é uma associada da Gerontologia no estudo do processo do envelhecimento.

João Gaspar

terça-feira, 26 de abril de 2011

Solidão e Dependência

O rápido envelhecimento demográfico que caracteriza o início deste século, a  par do aumento de esperança de vida à nascença não deverão ser olhados como uma conquista biológica  e social  isolada, mas antes enquadrada numa vivência do indivíduo num  mundo que corresponda aos seus anseios ao longo de toda a sua existência, nela incluída obviamente, a velhice.

Ao envelhecimento demográfico acelerado, as sociedades ocidentais não responderam com a mudança profunda das suas estruturas fundamentais, económicas, sociais, políticas, administrativas e culturais.

O envelhecimento social ultrapassa com efeito, largamente, o simples envelhecimento demográfico, ainda que este seja a base do fenómeno,
já que atinge todas as perspectiva das nossas actividades colectivas.

O verdadeiro desafio face ao envelhecimento, será o da co-habitação das gerações   e o  desenvolvimento   de políticas de integração, visando refundar sobre novas base e a solidariedade social.

 Ludmila Carvalho

Acróstico sobre Gerontologia

Gerontologia
Envelhecer
Resistir
Outro
Notar
Terceira Idade
Ouvir
Lágrimas
Olhar
Geronte
Idoso
Amar

Natália Fonseca

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Algumas Considerações Sobre Envelhecimento Activo




A OMS (Organização Mundial de Saúde), no final do século XX, substituiu o conceito de envelhecimento saudável pelo de envelhecimento activo, com a finalidade de melhorar as oportunidades de saúde e segurança. Surgia assim um novo paradigma na velhice que identificava os idosos como membro integrados na sociedade em que vivem.

A abordagem do envelhecimento activo baseia-se no reconhecimento dos direitos das pessoas mais velhas e nos princípios de independência, participação, dignidade e auto-realização estabelecidas pela Organização das Nações Unidas.

O envelhecimento activo define-se como o conjunto de atitudes e acções que podemos ter no sentido de prevenir ou adiar as dificuldades associadas ao envelhecimento. Tem como objectivo, promover a saúde integral do idoso para aumentar sua qualidade de vida. E também, visa a manutenção da autonomia e da independência tanto ao nível das actividades básicas e instrumentais da vida diária quanto a valorização de competências e o aumento da qualidade de vida e saúde.

O segredo de um envelhecimento activo bem sucedido é a forma como se prepara para a velhice, pois o comportamento adoptados ao longo da vida, refletir-se-ão na fase final desta.

Por  Luiza Oliveira