sábado, 21 de abril de 2012

Textos  Originais

GNR identificou 1.680 idosos que vivem sozinhos

A GNR identificou durante a operação “ Censos Sénior 2012”, um total de 1.680  idosos a viveram sozinhos e 197 a residirem isolados no distrito de Santarém.  Num balanço da operação que decorreu de 15 de Janeiro a 29 de Fevereiro, a GNR afirma que no total foram contabilizados, no distrito de Santarém, 2.123 idosos, 1.680 dos quais vivem sozinhos e 197 vivem isolados.
Em 2011, A GNR registou, no distrito de Santarém, 1.723 idosos a viverem sozinhos, o número mais elevado do país obtido durante a operação “Censos Sénior 2011”.
A operação, levada a cabo pelas secções de Programas Especiais (SPE) dos Destacamentos Territoriais em toda a área de jurisdição da GNR, tinha como finalidade fazer o levantamento e registo de todos os idosos do distrito que vivem sozinhos ou em locais isolados, afirma a Guarda Nacional Republicana em comunicado.
Teve igualmente por objectivo “sinalizar as situações de potencial perigo e informar as entidades competentes de tais situações”, acrescenta.
 O Conselho de Abrantes foi aquele em que se registou maior número de idosos a viver sozinhos e isolados (309 e 37, respectivamente), seguindo-se Mação (250 e 24), Torres Novas (218 e 12), Chamusca (165 e 13), Golegã (153 e 1), Alcanena (150 e 3) e Vila Nova da Barquinha (118 e 7).
O conselho com menos idosos a viver sozinhos é Salvaterra de Magos (um), sem qualquer registo de idosos a viverem isolados, seguindo-se Benavente (quatro a viverem sozinhos e um em situação de isolamento), Ferreira do Zêzere (quatro e três) e Coruche (quatro e 19).
Na capital do distrito, Santarém, a GNR registou 63 idosos a viverem sozinhos e oito em situação de isolamento.
Fonte: Jornal o Mirante, 15 de Março de 2012.

Cem idosos de Vila Franca de Xira vão beneficiar de serviço telefónico especial

Cem idosos de Vila Franca de Xira vão beneficiar de um serviço telefónico de apoio para casos de emergência médica, segurança ou social. O serviço é destinado a pessoas maiores de 65 com algum grau de incapacidade ou dependência (física ou psicológica), algum nível de isolamento social, recursos financeiros limitados ou que vivam em zonas de difícil acesso.
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira decidiu estabelecer um protocolo de cooperação com a Fundação Portugal Telecom no âmbito do projecto de teleassistência base.
O município, que no âmbito da rede social considera importante a adesão ao projecto, suportará o seu custo pelo período de um ano, o que representará 7.800 euros.
A Fundação Portugal Telecom, que tem promovido parcerias para dinamização de soluções tecnológicas por parte de populações com necessidades especiais (designadamente idosos em situação de carência, isolamento ou risco), concede um donativo de 4.797 euros à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.
O executivo aprovou na última reunião de câmara a minuta de protocolo a celebrar entre o município de Vila Franca de Xira e a Fundação Portugal Telecom.
Recorde-se que no domínio da rede social o município tem vindo a desenvolver acções para fazer face à pobreza e exclusão social, apoiando as famílias mais carenciadas, nomeadamente os idosos, faixa etária tradicionalmente mais vulnerável.
Fonte: O Mirante, 22 de Março 2012.

Texto Modificado


No dia 15 de Março de 2012 foi publicado no Jornal O Mirante uma notícia sobre “GNR identificou 1.680 idosos que vivem sozinhos”.
A GNR identificou durante a operação “ Censos Sénior 2012”, um total de 1.680  idosos a viveram sozinhos e 197 a residirem isolados no distrito de Santarém.  
Em 2011, A GNR registou, no distrito de Santarém, 1.723 idosos a viverem sozinhos, o número mais elevado do país obtido durante a operação “Censos Sénior 2011”.
A operação, feita pelas secções de Programas Especiais dos Destacamentos Territoriais em toda a área de jurisdição da GNR, tinha como objectivo fazer o levantamento e o registo de idosos que vivem sozinhos ou em locais isolados.
O Conselho de Abrantes foi aquele em que se registou maior número de idosos a viver sozinhos e isolados (309 e 37, respectivamente), seguindo-se Mação (250 e 24), Torres Novas (218 e 12), Chamusca (165 e 13), Golegã (153 e 1), Alcanena (150 e 3) e Vila Nova da Barquinha (118 e 7).
O conselho com menos idosos a viver sozinhos é Salvaterra de Magos (um), sem qualquer registo de idosos a viverem isolados, seguindo-se Benavente (quatro a viverem sozinhos e um em situação de isolamento), Ferreira do Zêzere (quatro e três) e Coruche (quatro e 19).
Na capital do distrito, Santarém, a GNR registou 63 idosos a viverem sozinhos e oito em situação de isolamento.
Na semana seguinte a 22 de Março de 2012 e sobre o mesmo tema o isolamento em que vivem alguns idosos, o mesmo jornal publicou uma notícia em que “Cem idosos de Vila Franca de Xira vão beneficiar de serviço telefónico especial”.
Cem idosos de Vila Franca de Xira vão beneficiar de um serviço telefónico de apoio para casos de emergência médica, segurança ou social. Este serviço é destinado a pessoas maiores de 65 com algum grau de incapacidade ou dependência (física ou psicológica), algum nível de isolamento social, recursos financeiros limitados ou que vivam em zonas de difícil acesso.
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira estabeleceu um protocolo a Fundação Portugal Telecom no âmbito do projecto de teleassistência base.
A Fundação Portugal Telecom, tem promovido parcerias para dinamizar soluções tecnológicas para  pessoas com necessidades especiais  como idosos que vivem em  situações de carências, de isolamento ou de risco.
Recorde-se que no domínio da rede social o município tem vindo a desenvolver acções para fazer face à pobreza e exclusão social, apoiando as famílias mais carenciadas, nomeadamente os idosos, faixa etária tradicionalmente mais vulnerável.

A minha opinião

Existem muitos idosos que vivem em situação de isolamento, quer nas cidades quer nas zonas rurais , isto deve-se a vários factores tais como a morte de um dos cônjuges, falta de mobilidade ou falta de acessos.
Muitos idosos mesmo vivendo nesta situações não querem deixar as suas casas, sendo por isso necessário criar condições e uma rede de assistência que permita aos idosos, que sejam ainda capazes tarem sozinhos nos seus lares. Para dar mais qualidade de vida a estas pessoas que vivem sozinhas estão implementados alguns serviços no âmbito das redes de assistência , como,a  exemplo da notícia “Cem idosos de Vila Franca de Xira vão beneficiar de serviço telefónico especial”, o serviço de teleassistência permite um contacto rápido com os serviços de emergência e também é uma forma de combater o isolamento.
 Rita Fernandes nº 13

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Álcool, Drogas e muito mais entre IDOSOS

A faixa etária dos idosos é a que mais consome medicamentos e álcool. Estas substâncias influenciam negativamente o funcionamento, a psicomotricidade e a cognição, ficando os idosos mais expostos a acidentes, quedas, isolamento, etc.
As mudanças fisiológicas fazem aumentar os efeitos do álcool e os idosos ficam mais vulneráveis e muitas vezes são marginalizados e é necessário tratamento. Os médicos (Psiquiatras) devem ser perspicazes e hábeis em ajudar os pacientes a reconhecerem as consequências do uso de drogas.
Entre os idosos, 17% são afectados por vários tipos de drogas, sendo a percentagem maior entre os homens (60% a 70% têm problemas de álcool e fumam um maço de cigarros por dia). As mulheres que consomem álcool são normalmente companheiras de homens que bebem ou então fazem-no por morte do cônjuge ou porque sofrem de depressão.
Em relação ao tabaco, os idosos que fumam há muitos anos, não conseguem deixar de o fazer, sendo o tabagismo a causa de morte entre pessoas com 60 anos (doenças cardíacas e pulmonares).
O uso de drogas ilícitas é menor em idosos, mas existem casos em que juntamente com álcool e tratamento psiquiátrico, usam cannabis, (substância que pode exacerbar a morbilidade psiquiátrica existente).
Os problemas de droga que afectam os idosos são:

- Alterações fisiológicas originadas pelo envelhecimento do corpo aumentam os efeitos do álcool e outras drogas.
- Menor massa corporal e água originam aumento de gordura, maior plasma e absorção das drogas.
- Mais álcool no sangue é detectado pela mesma quantidade de bebida ingerida ao longo dos anos.
- Problemas clínicos e sociais tornam-se inadequados para a idade.

- Diferentes patologias, várias consultas, diversos médicos e acumulação de medicamentos, ingeridos errada e descontroladamente.

- Reforma e perda de papéis sociais pelo uso excessivo de álcool e medicação, impedem muitas vezes a solidão, aliviam a dor e elevam a auto-estima.

A maior parte dos idosos com problemas relacionados com o álcool, drogas ou medicação vivem sozinhos, por morte do cônjuge, por depressão, por invalidez, por falta de apoio social e insatisfação nas actividades de lazer.
Entre 10% a 30% dos idosos que abusam ou são dependentes do álcool, têm transtornos de humor primário (maior disfunção social e risco de suicídio).
O uso de drogas originam: insónias, fadiga, sonolência diurna, falta de memória, confusão, desnutrição, irritabilidade, incontinência, vómitos e náuseas, tremor, quedas frequentes, etc.


Natália Fonseca (2º Ano Gerontologia Social)

Automedicação

“De um modo geral o consumidor não tem experiência nem conhecimentos necessários para distinguir distúrbios, avaliar a gravidade e escolher o mais adequado entre os recursos terapêuticos disponíveis, o que leva a que a prática da auto medicação seja bastante danosa para a saúde de quem a pratica”
(Schenkel, 1996).?digo=tl0048
&rea=d2􀀠􀁱􀁵􀁥􀀠􀃩􀀠􀁡􀁵􀁴􀁯􀁭􀁥􀁤􀁩􀁣􀁡􀃧􀃣􀁯􀀿
Todos nós, quando surge algum sintoma (dor de cabeça, febre, constipações, etc.), temos a tendência para tomar medicamentos sem conselho ou recomendação médica. Quem não tem uma pequena farmácia em casa?É um factor cultural. Crescemos habituados a esta prática. É comum nós, mães, erradamente darmos medicamentos aos nossos filhos pois pensamos conhecê-los melhor do que ninguém e pensamos saber perante um sintoma o que administrar.
Assim adquirimos a cultura da auto medicação por inerência dos hábitos familiares sem nos questionarmos sobre se é a atitude correcta e sem ter consciência das consequências. Tomam-se medicamentos por iniciativa própria, por aconselhamento de pessoas que não são habilitadas para o fazer, porque o vizinho também toma, porque já foi anteriormente receitado pelo médico e resultou e como tal pode-se adoptar novamente, porque é fácil adquiri-los (basta ver na Internet), porque para conseguir uma consulta num centro de saúde não é tão célere quanto o desejável ou ainda por influência de propagandas que por serem tão bem elaboradas induzem ao seu consumo (vitaminas, anti-depressivos, anti-oxidantes).
Na sociedade actual o medicamento passou a ser quase como um produto de primeira necessidade e tornou-se constante nas nossas vidas.
«Mais de 700 mil portugueses», 25% dos que se auto medicam, «fazem-no com recurso a fármacos para as dores», os AINE, «com uma regularidade diária» e perto de 26% da população nacional faz auto medicação com anti-inflamatórios não esteróides (AINE),
“leva a um elevado número de hospitalizações por complicações gastrentestinais, como hemorragias digestivas e perfurações gástricas», provocando «centenas de mortos todos os anos”.
“Em cada 100 pessoas que dão entrada nos hospitais com problemas do trato gastrentestinal, cinco morrem», ou seja, os AINE acabam por ser fatais para 5% dos hospitalizados”.
Adianta ao Destak Hermano Gouveia, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia. 03 | 05 | 2007   07.54H
A auto medicação tem maior incidência nos idosos, precisamente os que mais consequências podem sofrer.
Geralmente, apresentam doenças crónicas e já fazem uso de medicamentos recomendados pelos médicos. Ao usar outros tipos de medicamentos pode surgir uma incompatibilidade ou uma intoxicação, para além de que à medida que a idade avança, os mecanismos reguladores do corpo perdem eficácia e a resposta aos medicamentos e á maneira como o organismo processa os medicamentos altera-se.
Dores, febre, tosses, constipações, gripes, perturbações digestivas (prisão de ventre, diarreia, ardor no estômago), as fadigas passageiras (vitaminas e tónicos), rinites alérgicas sazonais, depressões, problemas ósseos musculares entre outros, são os sintomas que levam à maior utilização de medicamentos.
“Qualquer medicamento tem efeitos secundários, um simples Paracetamol pode ser perigoso” o alerta é dado por Albertina Nabais, membro da Ordem de Farmacêuticos na Madeira, como tal a sua toma não pode ser banalizada e por isso o aconselhamento pelos profissionais de saúde é necessário pois só estes sabem quais as interacções entre medicamentos, quais os efeitos positivos ou negativos perante determinado organismo ou patologia, a sua gravidade, os efeitos colaterais, doenças anteriores, alergias, se já toma medicamentos, entre outros.
Além disso, a composição química da maioria dos medicamentos pode prejudicar seriamente o nosso organismo se não forem tomados correctamente.
A prescrição médica e a informação inerente à toma do medicamento deve ser seguida rigorosamente em relação à dosagem, o seu horário e durante quanto tempo.
Um dos riscos graves da auto medicação são as intoxicações com a toma de analgésicos, antipiréticos e anti-inflamatórios.
Os riscos dos anti-inflamatórios são maiores para os mais idosos e são de aquisição fácil pois alguns dispensam receita médica e podem ser comprados nas para-farmácias que existem nos supermercados.
A toma de antibióticos é também um problema grave pois potencia a resistência do organismo e assim provoca uma menor eficácia da sua acção quando é mesmo necessário.
È necessário que tenhamos mais informação e consciência dos riscos que corremos, a sociedade precisa de ser reeducada.
Todos queremos atingir grandes idades mas temos que tomar atitudes correctas a fim de que tenhamos mais saúde e um envelhecimento activo e com qualidade.
Só por curiosidade apresento as percentagens de venda de alguns medicamentos através da Internet:
1.      Medicamentos ou produtos para emagrecer 46%
2. Anti-depressivos 16,7%
3. Aumento muscular 6,2%
4. Impotência sexual 6,2%
5. Doenças oncológicas 4,2%
Fonte Estudo Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde)


Bibliografia consultada:
http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/utentes/medicamentos/pratique_uma_automedicacao_responsavel
www.planosdesaudesenior.com.br/blog/os-problemas-da-automedicacao/

Paula Arsénio
2º ano Gerontologia Social

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dependência do idoso

Existem vários factores associados a perda de autonomia dos idosos, os quais podem  tornar o idoso dependente. Muitos destes podem estar relacionados à saúde  do geronte.

 A dependência é um estado no qual um indivíduo necessita do  outro ( ou de outro)  para  que este realize actividades previamente reconhecidas. A dependência, ao contrário do que muitos   podem  pensar, não é um atributo exclusivo da velhice, pois pode  ser constatada ao longo do processo evolutivo do ser humano.

Ao nascer, o  bébé  mantém uma relação de dependência com a mãe e as demais pessoas que o  rodeia,  relação que tende a diminuir  gradativamente à medida  que cresce e se desenvolve. Na idade adulta esse mesmo ser, age  por vontade própria, de forma independente, na maior  parte   de seus actos ou realizações, apresenta um menor  grau de dependência   em relação aos outros adultos. Na velhice,  aparece novamente esse processo de dependência,  por causa  de factores  fisiológicos  do envelhecimento, que se manifesta, com maior intensidade e frequência, pela ocorrência de doenças e condições adversas como: pobreza, fome, mau-tratos, abandono.

Esta dependência pode ser  classificada em  três graus:

Dependência Leve:  neste grau de dependência os idosos precisam ser vigiados em todas as suas tarefas e actividades de vida diária, muitos podem ser saudáveis, mas com  uma avançada idade.

Dependência Moderada:  os idosos encontram-se numa situação, em que não só precisam de supervisao, mas necessitam  de uma ajuda efectiva  do cuidador no desempenho de allgumas actividades básicas como:  tomar banho, ministrar medicamentos, tratar de suas finanças, ir ao médico, etc. Estes idosos apresentam algumas doenças – osteatroses, patologias cardiácas, deficiência visual ou auditiva.

Dependência Grave:  os idosos que apresentam uma dependência grave necessitam diariamente do auxílio  intensivo de cudadores, tornaram-se incapazes de  realizar quaisquer  actividades de vida diária (AVD). Estes encontram-se num processo avançado de doenças  incapacitantes entre elas: as demências, doença  de Parkison, neoplasias. Normalmente estão restritos ao leito  e a cadeira  têm dificuldades cognitivas e apresentam descontrole dos esfincteres (incontinência urinária e fecal).







                                   Luiza Oliveira -  2º GS                

Gerotranscendência

A longevidade tem sido uma conquista graças à evolução tecnológica. Contudo por mais que se avance em relação à tecnologia não podemos negar a evolução do nosso corpo, as rugas a pele mais opaca metaforizam o que vivemos. Por tal é necessário lidar dignamente com a vida.
Conhecendo histórias de vida como por exemplo a de Viktor Frankl, que poderia ter-se livrado do campo de concentração, pois tinha um salvo-conduto para sair do país no entanto por amor à família preferiu ficar, foi preso conjuntamente com os pais e mulher, enfrentou todo o sofrimento, porque acreditava que dali não ia sair vivo sozinho, ia reencontrar a mulher que tanto amava. Não duvidamos da dignidade dos seus atos. Não propomos que nos atiremos para os braços da morte, mas que façamos gestos humanos capazes de sustentar os nossos Eus. Propomos que vivamos com sentido e dignidade tal, que a morte não nos assuste.“Quando a circunstância é boa, devemos desfrutá-la; quando não é favorável devemos transformá-la e quando não pode ser transformada, devemos transformar a nós mesmos.” Viktor Frankl
A ansia de viver pode esconder um outro desespero humano, o vazio, a falta de sentido em relação ao que fazemos ou estamos fazendo da nossa vida. Se nos falta sentido e profundidade ao viver, precisamos de mais tempo, precisaremos sempre e cada vez mais de tempo para adiar talvez o confronto com o que fazemos de nós.
A satisfação em relação ao que fazemos da nossa vida é sinonimo de bem-estar. O que construímos, as nossas conquistas, a realização dos nossos projetos gera um grau de satisfação que nos faz amar o vivido, algo muito interno, só medido pelo olhar interior de cada um.
A satisfação de viver resulta da qualidade de vida que vivemos. Esta satisfação será capaz de nos libertar da ansia por uma longevidade sem tamanho. Qualquer vida vivida com intensidade, sentido e satisfação pode ter um bom tamanho. Falo de Gerotranscendência, que é a capacidade de mudarmos de atitudes, de meta, de perspectiva, de olhar sobre a vida, sobre nós e sobre os outros.
A Gerotranscendência pode tornar-nos mais fortes, aumentar o nosso ego, dar maior sustentação ao envelhecimento. Acolhendo a morte e não negando-a podemos amar mais a vida. É isso que temos em mãos a Vida. Ela é preciosa tem de ser dignificada tem de ser valorizada, bem vivida enquanto a temos. O tempo vivido com sentido pode ser o maior elogio que fazemos à VIDA.

Maria Antónia Calvo

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A importância da Farmacodinâmica

Farmacodinâmica [1]

“A farmacodinâmica é a ciência que estuda o tempo necessário de acordo com a idade do paciente, para que um determinado medicamento exercer o seu efeito terapêutico.
Enquanto não existirem estudos fidedignos que estabeleçam as diferenças existentes entre farmacodinâmica de um dado medicamento administrado a indivíduos antes dos 60 anos e depois desta idade, o médico deverá prescrever os medicamentos necessários iniciando sempre pela dose mínima, subindo gradualmente  a posologia de acordo de acordo com os efeitos observados.
Com o objectivo de reduzido ao mínimo indispensável a quantidade e qualidade dos medicamentos para tratar um idoso, apresentam-se algumas recomendações que resultam da minha experiência
·        Em cada visita medica rever os problemas corânicos e agudos de que o doente é ou já foi portador;
·        Pedir sempre ao doente que traga consigo todos os medicamentos que anda a tomar, e fazer a sua avaliação;
·        Iniciar a terapêutica sempre pela dose mais baixa;
·        Rever todos os resultados dos exames laboratoriais feitos precocemente, tendo especial preocupação com a taxa de creatinina sérica;
·        Tentar que o idoso vá sempre à mesma farmácia comprar os medicamentos;
·        Questionar o idoso acerca do consumo de álcool ou outras drogas;
·        Suspender qualquer medicamento que o idoso ande a tomar sem indicação especifica ou evidente. “




Deolinda Brito, 2º ano

[1] Saldanha, Helena – Bem viver para bem envelhecer: Um desafio à Gerontologia e à Gereatria, Grupo Lidel – Edições Técnicas, Lisboa – Porto, Julho de 2009, p. 114.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

ENVELHECIMENTO PRODUTIVO

Antes de iniciar a escrever o meu artigo quero desejar a todos os leitores deste blog um Ano Novo cheio de energias positivas.
2012 é o ano Europeu do Envelhecimento Activo e nada melhor que falar sobre o envelhecimento produtivo, mais um ponto crucial do trabalho do gerontologo.

Um pouco de história para nos situarmos, a expressão "envelhecimento produtivo" surgiu  na década de 70 na altura em que o mundo vivia grandes alterações. Nessa época olharam para o idoso como uma pessoa que ainda podia desenvolver actividades significativas , satisfatórias, estruturadas e continuadas que tivesse impacto positivo na sua vida e na comunidade. Mas com o passar dos anos esta expressão perdeu peso, até aos dias de hoje que por causa da crise a expressão começa a ter novamente significado.
Quantos de nós vemos os avós a tomarem conta dos netos? Essa actividade que é cada vez mais comum no nosso pais é uma forma de envelhecimento produtivo.
Quantos idosos nos meios rurais ainda fazem a sua horta para terem os produtos frescos para a sua alimentação e darem aos filhos como forma de ajuda sempre que la vão visita-los? Mais uma forma de envelhecimento produtivo. E quantas mães reformadas estão em casa e preparam as refeições para os filhos, mais uma forma de envelhecimento produtivo. Mas todas estas actividades são comuns.
 Como futuros gerontologos temos que olhar também para aqueles idosos que não tem netos, nem terras e nem filhos, será que esses idosos não podem ter um envelhecimento produtivo e ajudar a comunidade envolvente? Claro que sim.
Por que não ajudar numa loja a fazer atendimento ao público na hora de almoço dos funcionários para o estabelecimento não fechar é ou não uma forma de envelhecimento produtivo? Ou então pagar as contas da água e da luz num cabeleireiro.
Todas estes exemplos de Envelhecimento produtivo que aqui deixei directa ou indirectamente geram produtividade, ou seja por via dos rendimentos que daí se podem tirar, seja pelo elevado nível de auto-estima e de implicação activa das pessoas que as fazem.
Trata-se de produzir algo e sentir-se bem com isso.
Em conclusão o envelhecimento produtivo tem vantagens para a sociedade em geral que recebe um contributo enriquecido por anos de experiência, quer para o próprio idoso que retira diversos benefícios da sua actividade produtiva, o que lhe permite continuar inserido na sociedade de forma participativa.
Cabe-nos a nós enquanto futuros gerontologos alertar para a importância do envelhecimento produtivo, pois temos que mudar o estatuto do idoso na sociedade.

Trabalho elaborado por
Yola Leite

domingo, 1 de janeiro de 2012

Menopausa sem traumas

A Menopausa não é uma doença, e portanto não deve ser encarada como tal. É uma etapa natural da vida da mulher, que produz alterações tanto físicas como psicológicas. Campanhas, estudos e especialistas querem provar que a Menopausa pode ser uma fase óptima para as mulheres.
Contudo, a Menopausa continua a assustar muitas mulheres, pois temem ficar incapazes de ter ou dar prazer. Mas isso é um mito! As alterações físicas sentidas por algumas mulheres na fase que antecede a menopausa, tais como: ondas de calor; inchaço; suores nocturnos; secura vaginal; alterações no aspecto da pele, cabelo e unhas; períodos menstruais irregulares; insónias; irritabilidade; ansiedade e depressão, muito têm contribuído para que o climatério (fase anterior à menopausa), seja cercado de negatividade, mas pouco se fala do lado psicológico e das possíveis vantagens deste período.
Algumas campanhas e pesquisas, feitas por psicólogos com o objectivo de entender as atitudes da Sociedade em relação à menopausa, levou a que fossem colocadas em prática acções para ajudar as mulheres a encarar o período da menopausa de outra forma; a lidarem melhor com o seu significado psicológico.
A psicóloga americana Sylvia Gearing ajuda as mulheres a verem os benefícios da menopausa e do envelhecimento, “Como as mulheres têm menos estrogénio nesta fase, podem ter mais clareza de pensamento, autocontrolo e determinação”, afirmou no artigo publicado no site da American Psycological Association.
Ainda uma pesquisa realizada pela Universidade de Copenhaga, publicada no jornal oficial da Sociedade Europeia da Menopausa e Andropausa, Maturitas, revelou outros aspectos positivos desta fase da vida feminina. Após questionar 393 mulheres de mais de 65 anos, o estudo revelou que, aproximadamente metade delas considerou a menopausa benéfica. E os motivos apontados são o bem-estar, o alívio por não terem mais de lidar com a menstruação, maiores possibilidades de crescimento pessoal e liberdade para se concentrarem nas próprias vidas.

Todos os anos cerca de 300 mil Portuguesas entram na Menopausa!
Numa Sociedade que valoriza a beleza e a juventude, entrar na menopausa, para muitas mulheres, é sinónimo de tornar-se velha e sem valor. Por isso, é importante aceitar que a vida passa por fases e que todas essas mudanças também têm o seu lado positivo. Por exemplo, a actividade sexual está livre de riscos de gravidez e o sexo pode tornar-se ainda mais libertador e prazeroso, pois, a única preocupação que deve manter é proteger-se de infecções sexualmente transmissíveis; a mulher pode dedicar-se mais a si mesma e praticar actividades que sempre teve vontade, podendo realizar os seus projectos pessoais.
A Mulher deve usar e abusar das experiências de vida acumuladas ao longo dos anos e permitir-se viver intensamente o momento. Mulheres que chegam à menopausa com uma boa auto-estima passam por essa fase de forma tranquila, inclusive lidando melhor com os sintomas físicos causados pelo desequilíbrio hormonal. Ainda que muitas mulheres possam sofrer com a sintomatologia típica da menopausa, cada vez mais existem soluções medicamentosas ou naturais para aliviar esses sintomas.


A Sexualidade não tem de ser beliscada pela Menopausa!
A atitude, a mente aberta e a capacidade de enfrentar os pequenos obstáculos que possam surgir são os truques para viver com prazer a sexualidade em qualquer idade.

10 Passos para uma menopausa proactiva e com mais auto-estima

©  1. Comece a praticar uma actividade física para prevenir o aumento de peso típico da menopausa, de 3 a 5 quilos.

©  2. Inicie um programa de fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, tal como exercícios de Kegel- para prevenir a incontinência urinária.

©    3. Faça exercícios de levantamento de pesos para manter os ossos fortes e reduzir o risco de fracturas, sendo prudente procurar orientação de um profissional, para adequar o tipo e a carga de exercícios a si.

©    4. Desafie o seu cérebro com exercícios de memória, palavras cruzadas e outros tipos de jogos de raciocínio, pois, ajudam a diminuir o risco de perda de memória.

©   5. Desenvolva e mantenha bons hábitos de sono, tente dormir o suficiente, pois, a falta de sono pode contribuir para a confusão mental e baixa libido.

©     6. Pondere o uso de um creme tópico de estrogénio, para ajudar na secura vaginal. A prática regular de sexo também aumenta o desejo sexual e faz com que a lubrificação aumente.

©    7. Não negligencie os seus dentes. Escove-os duas vezes por dia e use fio dental diariamente, para ajudar a prevenir a doença periodontal (inflamação das gengivas), que pode afectar a sua saúde cardiovascolar.

 ©    8. Limite o consumo de alimentos industrializados e mantenha uma dieta rica em verduras e em gorduras saudáveis, tais como a do salmão, do abacate e do azeite. Lembre-se de que consumi-las ajuda a manter os cabelos e a pele saudáveis.

 ©    9. Mulheres em pré menopausa devem consumir entre 1000 a 1200 mg de cálcio diariamente, e em pós menopausa, devem tomar 1500 mg de cálcio por dia e 500mg de magnésio e de vitamina D, para haver uma absorção máxima de cálcio ingerido.

  ©     10. Faça todos os exames anuais, incluindo o controlo de glicemia, colesterol, vitamina D e cálcio, bem como mamografias e exames pélvicos. Discuta com o seu médico os prós e os contras do uso de terapia de reposição hormonal. Mas saiba que esta não é recomendada para mulheres em situação de risco de cancro da mama, trombose ou doença cardíaca.



Teresa castanheira

Fonte:
w.w.w.spmenopausapt/2/menopausa
w.w.w.spmenopausa/pt/122/articles/?a=1&aid=285
revistavivasaude.uol.com.br/saúde-nutricao/35/artigo35809-1.asp