sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dependência do idoso

Existem vários factores associados a perda de autonomia dos idosos, os quais podem  tornar o idoso dependente. Muitos destes podem estar relacionados à saúde  do geronte.

 A dependência é um estado no qual um indivíduo necessita do  outro ( ou de outro)  para  que este realize actividades previamente reconhecidas. A dependência, ao contrário do que muitos   podem  pensar, não é um atributo exclusivo da velhice, pois pode  ser constatada ao longo do processo evolutivo do ser humano.

Ao nascer, o  bébé  mantém uma relação de dependência com a mãe e as demais pessoas que o  rodeia,  relação que tende a diminuir  gradativamente à medida  que cresce e se desenvolve. Na idade adulta esse mesmo ser, age  por vontade própria, de forma independente, na maior  parte   de seus actos ou realizações, apresenta um menor  grau de dependência   em relação aos outros adultos. Na velhice,  aparece novamente esse processo de dependência,  por causa  de factores  fisiológicos  do envelhecimento, que se manifesta, com maior intensidade e frequência, pela ocorrência de doenças e condições adversas como: pobreza, fome, mau-tratos, abandono.

Esta dependência pode ser  classificada em  três graus:

Dependência Leve:  neste grau de dependência os idosos precisam ser vigiados em todas as suas tarefas e actividades de vida diária, muitos podem ser saudáveis, mas com  uma avançada idade.

Dependência Moderada:  os idosos encontram-se numa situação, em que não só precisam de supervisao, mas necessitam  de uma ajuda efectiva  do cuidador no desempenho de allgumas actividades básicas como:  tomar banho, ministrar medicamentos, tratar de suas finanças, ir ao médico, etc. Estes idosos apresentam algumas doenças – osteatroses, patologias cardiácas, deficiência visual ou auditiva.

Dependência Grave:  os idosos que apresentam uma dependência grave necessitam diariamente do auxílio  intensivo de cudadores, tornaram-se incapazes de  realizar quaisquer  actividades de vida diária (AVD). Estes encontram-se num processo avançado de doenças  incapacitantes entre elas: as demências, doença  de Parkison, neoplasias. Normalmente estão restritos ao leito  e a cadeira  têm dificuldades cognitivas e apresentam descontrole dos esfincteres (incontinência urinária e fecal).







                                   Luiza Oliveira -  2º GS                

Gerotranscendência

A longevidade tem sido uma conquista graças à evolução tecnológica. Contudo por mais que se avance em relação à tecnologia não podemos negar a evolução do nosso corpo, as rugas a pele mais opaca metaforizam o que vivemos. Por tal é necessário lidar dignamente com a vida.
Conhecendo histórias de vida como por exemplo a de Viktor Frankl, que poderia ter-se livrado do campo de concentração, pois tinha um salvo-conduto para sair do país no entanto por amor à família preferiu ficar, foi preso conjuntamente com os pais e mulher, enfrentou todo o sofrimento, porque acreditava que dali não ia sair vivo sozinho, ia reencontrar a mulher que tanto amava. Não duvidamos da dignidade dos seus atos. Não propomos que nos atiremos para os braços da morte, mas que façamos gestos humanos capazes de sustentar os nossos Eus. Propomos que vivamos com sentido e dignidade tal, que a morte não nos assuste.“Quando a circunstância é boa, devemos desfrutá-la; quando não é favorável devemos transformá-la e quando não pode ser transformada, devemos transformar a nós mesmos.” Viktor Frankl
A ansia de viver pode esconder um outro desespero humano, o vazio, a falta de sentido em relação ao que fazemos ou estamos fazendo da nossa vida. Se nos falta sentido e profundidade ao viver, precisamos de mais tempo, precisaremos sempre e cada vez mais de tempo para adiar talvez o confronto com o que fazemos de nós.
A satisfação em relação ao que fazemos da nossa vida é sinonimo de bem-estar. O que construímos, as nossas conquistas, a realização dos nossos projetos gera um grau de satisfação que nos faz amar o vivido, algo muito interno, só medido pelo olhar interior de cada um.
A satisfação de viver resulta da qualidade de vida que vivemos. Esta satisfação será capaz de nos libertar da ansia por uma longevidade sem tamanho. Qualquer vida vivida com intensidade, sentido e satisfação pode ter um bom tamanho. Falo de Gerotranscendência, que é a capacidade de mudarmos de atitudes, de meta, de perspectiva, de olhar sobre a vida, sobre nós e sobre os outros.
A Gerotranscendência pode tornar-nos mais fortes, aumentar o nosso ego, dar maior sustentação ao envelhecimento. Acolhendo a morte e não negando-a podemos amar mais a vida. É isso que temos em mãos a Vida. Ela é preciosa tem de ser dignificada tem de ser valorizada, bem vivida enquanto a temos. O tempo vivido com sentido pode ser o maior elogio que fazemos à VIDA.

Maria Antónia Calvo

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A importância da Farmacodinâmica

Farmacodinâmica [1]

“A farmacodinâmica é a ciência que estuda o tempo necessário de acordo com a idade do paciente, para que um determinado medicamento exercer o seu efeito terapêutico.
Enquanto não existirem estudos fidedignos que estabeleçam as diferenças existentes entre farmacodinâmica de um dado medicamento administrado a indivíduos antes dos 60 anos e depois desta idade, o médico deverá prescrever os medicamentos necessários iniciando sempre pela dose mínima, subindo gradualmente  a posologia de acordo de acordo com os efeitos observados.
Com o objectivo de reduzido ao mínimo indispensável a quantidade e qualidade dos medicamentos para tratar um idoso, apresentam-se algumas recomendações que resultam da minha experiência
·        Em cada visita medica rever os problemas corânicos e agudos de que o doente é ou já foi portador;
·        Pedir sempre ao doente que traga consigo todos os medicamentos que anda a tomar, e fazer a sua avaliação;
·        Iniciar a terapêutica sempre pela dose mais baixa;
·        Rever todos os resultados dos exames laboratoriais feitos precocemente, tendo especial preocupação com a taxa de creatinina sérica;
·        Tentar que o idoso vá sempre à mesma farmácia comprar os medicamentos;
·        Questionar o idoso acerca do consumo de álcool ou outras drogas;
·        Suspender qualquer medicamento que o idoso ande a tomar sem indicação especifica ou evidente. “




Deolinda Brito, 2º ano

[1] Saldanha, Helena – Bem viver para bem envelhecer: Um desafio à Gerontologia e à Gereatria, Grupo Lidel – Edições Técnicas, Lisboa – Porto, Julho de 2009, p. 114.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

ENVELHECIMENTO PRODUTIVO

Antes de iniciar a escrever o meu artigo quero desejar a todos os leitores deste blog um Ano Novo cheio de energias positivas.
2012 é o ano Europeu do Envelhecimento Activo e nada melhor que falar sobre o envelhecimento produtivo, mais um ponto crucial do trabalho do gerontologo.

Um pouco de história para nos situarmos, a expressão "envelhecimento produtivo" surgiu  na década de 70 na altura em que o mundo vivia grandes alterações. Nessa época olharam para o idoso como uma pessoa que ainda podia desenvolver actividades significativas , satisfatórias, estruturadas e continuadas que tivesse impacto positivo na sua vida e na comunidade. Mas com o passar dos anos esta expressão perdeu peso, até aos dias de hoje que por causa da crise a expressão começa a ter novamente significado.
Quantos de nós vemos os avós a tomarem conta dos netos? Essa actividade que é cada vez mais comum no nosso pais é uma forma de envelhecimento produtivo.
Quantos idosos nos meios rurais ainda fazem a sua horta para terem os produtos frescos para a sua alimentação e darem aos filhos como forma de ajuda sempre que la vão visita-los? Mais uma forma de envelhecimento produtivo. E quantas mães reformadas estão em casa e preparam as refeições para os filhos, mais uma forma de envelhecimento produtivo. Mas todas estas actividades são comuns.
 Como futuros gerontologos temos que olhar também para aqueles idosos que não tem netos, nem terras e nem filhos, será que esses idosos não podem ter um envelhecimento produtivo e ajudar a comunidade envolvente? Claro que sim.
Por que não ajudar numa loja a fazer atendimento ao público na hora de almoço dos funcionários para o estabelecimento não fechar é ou não uma forma de envelhecimento produtivo? Ou então pagar as contas da água e da luz num cabeleireiro.
Todas estes exemplos de Envelhecimento produtivo que aqui deixei directa ou indirectamente geram produtividade, ou seja por via dos rendimentos que daí se podem tirar, seja pelo elevado nível de auto-estima e de implicação activa das pessoas que as fazem.
Trata-se de produzir algo e sentir-se bem com isso.
Em conclusão o envelhecimento produtivo tem vantagens para a sociedade em geral que recebe um contributo enriquecido por anos de experiência, quer para o próprio idoso que retira diversos benefícios da sua actividade produtiva, o que lhe permite continuar inserido na sociedade de forma participativa.
Cabe-nos a nós enquanto futuros gerontologos alertar para a importância do envelhecimento produtivo, pois temos que mudar o estatuto do idoso na sociedade.

Trabalho elaborado por
Yola Leite

domingo, 1 de janeiro de 2012

Menopausa sem traumas

A Menopausa não é uma doença, e portanto não deve ser encarada como tal. É uma etapa natural da vida da mulher, que produz alterações tanto físicas como psicológicas. Campanhas, estudos e especialistas querem provar que a Menopausa pode ser uma fase óptima para as mulheres.
Contudo, a Menopausa continua a assustar muitas mulheres, pois temem ficar incapazes de ter ou dar prazer. Mas isso é um mito! As alterações físicas sentidas por algumas mulheres na fase que antecede a menopausa, tais como: ondas de calor; inchaço; suores nocturnos; secura vaginal; alterações no aspecto da pele, cabelo e unhas; períodos menstruais irregulares; insónias; irritabilidade; ansiedade e depressão, muito têm contribuído para que o climatério (fase anterior à menopausa), seja cercado de negatividade, mas pouco se fala do lado psicológico e das possíveis vantagens deste período.
Algumas campanhas e pesquisas, feitas por psicólogos com o objectivo de entender as atitudes da Sociedade em relação à menopausa, levou a que fossem colocadas em prática acções para ajudar as mulheres a encarar o período da menopausa de outra forma; a lidarem melhor com o seu significado psicológico.
A psicóloga americana Sylvia Gearing ajuda as mulheres a verem os benefícios da menopausa e do envelhecimento, “Como as mulheres têm menos estrogénio nesta fase, podem ter mais clareza de pensamento, autocontrolo e determinação”, afirmou no artigo publicado no site da American Psycological Association.
Ainda uma pesquisa realizada pela Universidade de Copenhaga, publicada no jornal oficial da Sociedade Europeia da Menopausa e Andropausa, Maturitas, revelou outros aspectos positivos desta fase da vida feminina. Após questionar 393 mulheres de mais de 65 anos, o estudo revelou que, aproximadamente metade delas considerou a menopausa benéfica. E os motivos apontados são o bem-estar, o alívio por não terem mais de lidar com a menstruação, maiores possibilidades de crescimento pessoal e liberdade para se concentrarem nas próprias vidas.

Todos os anos cerca de 300 mil Portuguesas entram na Menopausa!
Numa Sociedade que valoriza a beleza e a juventude, entrar na menopausa, para muitas mulheres, é sinónimo de tornar-se velha e sem valor. Por isso, é importante aceitar que a vida passa por fases e que todas essas mudanças também têm o seu lado positivo. Por exemplo, a actividade sexual está livre de riscos de gravidez e o sexo pode tornar-se ainda mais libertador e prazeroso, pois, a única preocupação que deve manter é proteger-se de infecções sexualmente transmissíveis; a mulher pode dedicar-se mais a si mesma e praticar actividades que sempre teve vontade, podendo realizar os seus projectos pessoais.
A Mulher deve usar e abusar das experiências de vida acumuladas ao longo dos anos e permitir-se viver intensamente o momento. Mulheres que chegam à menopausa com uma boa auto-estima passam por essa fase de forma tranquila, inclusive lidando melhor com os sintomas físicos causados pelo desequilíbrio hormonal. Ainda que muitas mulheres possam sofrer com a sintomatologia típica da menopausa, cada vez mais existem soluções medicamentosas ou naturais para aliviar esses sintomas.


A Sexualidade não tem de ser beliscada pela Menopausa!
A atitude, a mente aberta e a capacidade de enfrentar os pequenos obstáculos que possam surgir são os truques para viver com prazer a sexualidade em qualquer idade.

10 Passos para uma menopausa proactiva e com mais auto-estima

©  1. Comece a praticar uma actividade física para prevenir o aumento de peso típico da menopausa, de 3 a 5 quilos.

©  2. Inicie um programa de fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, tal como exercícios de Kegel- para prevenir a incontinência urinária.

©    3. Faça exercícios de levantamento de pesos para manter os ossos fortes e reduzir o risco de fracturas, sendo prudente procurar orientação de um profissional, para adequar o tipo e a carga de exercícios a si.

©    4. Desafie o seu cérebro com exercícios de memória, palavras cruzadas e outros tipos de jogos de raciocínio, pois, ajudam a diminuir o risco de perda de memória.

©   5. Desenvolva e mantenha bons hábitos de sono, tente dormir o suficiente, pois, a falta de sono pode contribuir para a confusão mental e baixa libido.

©     6. Pondere o uso de um creme tópico de estrogénio, para ajudar na secura vaginal. A prática regular de sexo também aumenta o desejo sexual e faz com que a lubrificação aumente.

©    7. Não negligencie os seus dentes. Escove-os duas vezes por dia e use fio dental diariamente, para ajudar a prevenir a doença periodontal (inflamação das gengivas), que pode afectar a sua saúde cardiovascolar.

 ©    8. Limite o consumo de alimentos industrializados e mantenha uma dieta rica em verduras e em gorduras saudáveis, tais como a do salmão, do abacate e do azeite. Lembre-se de que consumi-las ajuda a manter os cabelos e a pele saudáveis.

 ©    9. Mulheres em pré menopausa devem consumir entre 1000 a 1200 mg de cálcio diariamente, e em pós menopausa, devem tomar 1500 mg de cálcio por dia e 500mg de magnésio e de vitamina D, para haver uma absorção máxima de cálcio ingerido.

  ©     10. Faça todos os exames anuais, incluindo o controlo de glicemia, colesterol, vitamina D e cálcio, bem como mamografias e exames pélvicos. Discuta com o seu médico os prós e os contras do uso de terapia de reposição hormonal. Mas saiba que esta não é recomendada para mulheres em situação de risco de cancro da mama, trombose ou doença cardíaca.



Teresa castanheira

Fonte:
w.w.w.spmenopausapt/2/menopausa
w.w.w.spmenopausa/pt/122/articles/?a=1&aid=285
revistavivasaude.uol.com.br/saúde-nutricao/35/artigo35809-1.asp

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sexo é a chave da felicidade para os idosos


08 de Dezembro 2011



Só para quebrar o estereótipo!


Segundo o levantamento realizado  no Encontro Anual da Sociedade Americana de Gerontologia a 238 pessoas com mais de 65 anos de idade revela-nos que a frequência da actividade sexual nos idosos tem a ver com a sua felicidade. Por outras palavras, a actividade sexual entre idosos vai ser importante na medida em que pode melhorar o bem-estar físico e psicológico e também emocional do casal.
Estatisticamente, 60% dos idosos faziam sexo mais de uma vez por mês, consideravam-se como “muito felizes”; 40% dos idosos não tiveram qualquer relação sexual nos últimos dois meses.
Quando esse grupo de idosos foi questionado sobre a felicidade do seu casamento, 80% dos que faziam sexo com mais frequência disseram que eram felizes e 59% não possuía vida sexual.

 Adrienne Jackson (autora da análise e professora da Universidade Agrícola e Mecânica da Flórida, nos Estados Unidos) afirma que “Ao destacarmos a relação entre sexo e felicidade, podemos desenvolver e organizar intervenções específicas na saúde sexual dos idosos, um segmento crescente da nossa população”.


Catarina Patrocínio

Nº1, 2ºGS



Idosos com vida sexual ativa são mais satisfeitos no casamento e com a vida em geral

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Casos de violência sobre idosos mais denunciados

Texto Original

Com a colaboração da Associação Prtuguesa de Apoio á Vitima (APAV) e a participação também de alguns idosos utentes da vizinha Casa S.Pedro, a Misericórdia de Alverca organizou, no dia 25 de Outubro, uma sessão sobre o tema "A violência na terceira-idade".
Joana Menezes, têcnica da APAV, explicou que este tipo de problemas tem vindo a crescer ou pelo menos  é mais denunciado. São situações que ocorrem sobretudo no seio familiar e no ambiente onde o idoso vive, mas que as vítimas  muitas vezes não denunciam, por vergonha, por medo ou pr desconhecimento dos seus próprios direitos.
Só entre 2000 e 2009, a APAV teve conhecimento de 8124 crimes de violência doméstica contra pessoas idosas e de 976 casos de crimes contra  património de pessoas idosas. A especialista da APAV frisou que esta violência pode manifestar-se pelas mais variadas formas, desde a agressão,psicológica ou sexual até ao abandono e á negligência. Existem também os chamados casos de "violência financeira" em que terceiros se procuram apropriar de bens dos idosos, abrigá-los a assinar documentos ou tentam tomar decisões por eles sobre os seus bens.
Joana Menezes recomendou aos cerca de 40 idosos que assitiram à sessão que denunciem sempre situações que sejam vítimas. "Não devem permitir que os tratem como crianças, não se devem calar, devem gerir as vossas contas e bens, nâo devem ter vergonha de apresentar queixa às autoridades, à Segurança  Social ou à APAV e não se devem isolar", referiu, acrescentado que têm aumentado os casos de idosos que são vítimas de atitudes familiares ou de outras pessoas mais chegadas e também os casos de assaltos e de burlas.

Texto Modificado

No dia 25 de Outubro de 2011 foi realizada uma sessão na Misericórdia de Alverca sobre a “Violência na Terceira Idade” , quem realizou  esta sessão foi a Misericórdia de Alverca com a colaboração da APAV ( Associação de Apoio à Vitima) , e a audiência era constituída por idosos. 
Segundo Joana Menezes, técnica da APAV este tipo de problemas têm vindo a crescer ou são mais denunciados. Estas situações ocorrem no seio da família e no ambiente onde o idoso vive, muitas vezes as vitimas não denunciam o caso por terem vergonha, por terem medo ou por desconhecimento dos seus próprios direitos.
Entre 2000 e 2009, a APAV teve conhecimento de 8124 crimes de Violência Domestica contra os idosos, esta violência pode-se manifestar das seguintes formas: agressão, psicológica ou sexual, abandono e  neglicência. Existem casos de ” Violência Financeira”, em que terceiros apropriam-se dos bens dos idosos, do dinheiro, obrigam-nos  a assinarem documentos e tentam tomar decisões em seu nome.
Têm aumentado os casos da violência nos idosos por parte dos familiares ou por pessoas que lhes são chegadas, são vítimas de burlas ou de assaltos.
A técnica da APAV, disse aos idosos presentes na sessão que denunciassem sempre os casos de violência. Ainda referiu que não deviam ter vergonha em denunciarem o caso à Segurança Social ou à APAV e que não se devem isolar.


Opinião

 Quando os idosos sofrem de algum tipo de violência, devem denunciar o caso, pois existem associações e pessoas que podem ajuda-los a ultrapassar aquilo que estão a viver.
Muitos idosos não denunciam por vergonha, por medo ou porque não sabem os direitos que têm.   A vergonha social ( os que os outros vão dizer ) por vezes também é um obstáculo.
Muitas vezes estes actos de violência são cometidos  por familiares do idoso.  É importante  conhecer  o meio em que ele vive se não está em situação de abandono, muitas famílias abandonam os seus idosos, ou de coacção. Há famílias que têm os idosos em casa, porque querem ter acesso aos seus bens, e muitas vezes tomam decisões sem estes terem conhecimento.
Muitos idosos isolam-se porque tem vergonha que as pessoas saibam daquilo que estao a passar, e muitas vezes são desconfiados quando alguém lhes quer ajudar pois pensam que  lhes vai acontecer  o mesmo.
É necessário consciencializar o idoso que estas situações são crimes e que devem ser denunciadas.

Esta Nóticia foi tirada do Jornal Voz Ribatejana, dia 9 de Novembro de 2011.


















Longevidade. Desafios e Respostas


O que entendemos nós pelo conceito “envelhecer”?
                                                                 http://www.laridosos.net/porque-e-como-se-envelhece-longevidade/
Esta palavra representa nos dias de hoje um fenómeno complexo e, diria, tabu, pois constitui um processo subjacente a todo e qualquer ser humano, e, por conseguinte ninguém ouse afirmar que é algo que só acontece aos outros ou ao vizinho. Envelhecer apresenta-se como um acontecer concreto no tempo e no espaço de todo o ser humano desde que nasce até que morre, e a mudança do corpo torna-se visível aos nossos olhos. É então importante referir que um estilo de vida saudável e uma preocupação com a manutenção da saúde faz parte integrante da jornada do Homem pela Terra, e, também, um empenho na qualidade de vida para uma longevidade saudável.
A longevidade incorpora a saúde física, as relações sociais, as crenças religiosas, o nível de dependência, o bem-estar mental; psicológico e emocional, o meio ambiente e por último os objectivos; os padrões; as expectativas e as preocupações da pessoa. Por conseguinte, este conceito adequa-se inteiramente com o processo do envelhecimento.
Com o avançar da idade surgem os estereótipos. Estes dão conta, na maioria, de que o idoso se torna inutilizado e carecido de qualquer actividade e função, dado que a jovialidade é o momento em que se consegue atingir e alcançar todas estas exigências impostas pela sociedade. É, pois, de suma importância acabar com estes estereótipos e apresentar os vários motivos e causas pelas quais é essencial apostar numa qualidade de vida e dar a conhecer o quão importante é o envelhecimento aliado a uma longevidade saudável e, de referir que a ancianidade com qualidade de vida requer que se respeitem os direitos de liberdade e igualdade, sendo importante que o idoso continue a desenvolver actividades e que possua uma participação activa no seu meio, desde a família, aos amigos e na sociedade. Esta faixa etária tem o direito de viver a vida com qualidade como qualquer outra pessoa e deixar para trás a ideia de que todos os idosos são débeis, surdos, senis e que não se conseguem adaptar à mudança.
Mundialmente o fenómeno do envelhecimento está acima da natalidade, observando-se um crescente de pessoas envelhecidas em quase todo o mundo. Contudo, o envelhecimento é, na maioria considerado um facto negativo, quando deveria ser visto como um benefício e uma experiência positiva, dado que é um processo composto por experiências de vida, de desenvolvimento e de sabedoria.
Para finalizar resta referir que, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), no ano de 2025 haverá mais de um bilião de pessoas com mais de 60 anos, sendo que ano de 2050 o número duplicará. Face e estas estatísticas é importante apostar numa qualidade de vida redobrada para que a longevidade não seja um peso mas uma dádiva.

Deolinda
2º Gs


sábado, 26 de novembro de 2011

O AMOR E O SENTIDO DA VIDA


Seria uma mais-valia para toda a sociedade a existência de um conhecimento mais aprofundado sobre a Gerontologia e todo o processo de envelhecimento inerente à vida.
Desde que nascemos até à morte estamos num processo de envelhecimento gradual, desta forma seria importante que todos os indivíduos tivessem esta consciência.
A consciência que todo este processo de envelhecimento não pode passar por nós sem pensarmos nele, sem percebermos que em cada dia que passa estamos a construir passo a passo o caminho para a nossa velhice, e se todos nós queremos ter uma velhice feliz e digna, tal como queremos que tudo o que iremos percorrer até lá seja com qualidade, desta forma temos que iniciar o mais cedo possível a construção da uma vida com qualidade.
Hoje mesmo vamos todos dar mais atenção e valor à vida!
Vamos procurar ter uma alimentação saudável, fazer exercício físico, procurar dar atenção aos sinais de alerta do nosso corpo, como por exemplo parar para pensar quando o nosso corpo nos responde com “dor”.
Não podemos descorar que a dor é um sinal de alerta, é um alerta que temos que saber ouvir e perceber e não esquecer que por vezes a dor do corpo é uma enfermidade da alma.
Hoje em dia uma das doenças da moda é o “stress”.
Como todas as outras, esta é também uma doença que temos que começar a ouvir e descortinar os sinais de alerta que nos chegam através do nosso corpo (dores de estômago, falta de apetite, apatia, etc ).Quando estes sinais aparecem é importante ouvi-los e tentar perceber qual a sua origem.
Uma boa saúde física só existe se a nossa saúde mental estiver bem alimentada e vice-versa, por isso é importante dar ouvidos ao nosso “eu”, aprender a relaxar nos momentos menos bons, parar quando o nosso corpo nos pede repouso e acima de tudo AMAR.
O amor é a cura para muitas enfermidades.
Vamos amar e procurar o sentido da vida, com esta receita magnifica, teremos certamente um processo de envelhecimento mais feliz e iluminado, e até ao nosso ultimo suspiro viveremos com a certeza que tudo o que vivenciámos até aquele momento, valeu a pena!

Cristina Braz
2ºAno-Turma GS
Lisboa, 26 de Novembro de 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Principais causas de morte em Portugal

Os progressos das ciências da saúde, nas últimas décadas, têm tido um papel fundamental para o aumento da longevidade, mas em Portugal a realidade fica ainda abaixo dos padrões europeus, assim os últimos anos de vida são, muitas vezes, acompanhados de situações de fragilidade e de incapacidade.
Em Portugal, as principais causas de mortalidade em idosos são:
*  O acidente vascular cerebral (AVC) - esta  é a primeira causa de morte e um dos maiores motivos de incapacidade, (39% do total de óbitos);

*      Os tumores malignos, (20% do total de óbitos);
Estes dois grupos perfazem 59% do total de óbitos em 2000, segundo o INE.

*      As doenças do aparelho respiratório, (pneumonias).

Causas de morte não natural:
*      Acidentes domésticos e de viação, (as quedas são a primeira causa de morte a partir dos 75 anos).

*  Suicidios, (Segundo o INE, a taxa deste tipo de mortalidade sem uma causa definida em 2008 ascende aos 64,5 por cem mil habitantes).

O envelhecimento é um processo natural próprio do ciclo de vida e tem de ser vivido com qualidade, dignidade, saúde e autonomia o mais tempo possível.
Para promover um envelhecimento saudável é necessário envolver várias entidades, nomeadamente da saúde, educação, segurança social, meios laborais, aspectos económicos, justiça, planeamento e desenvolvimento rural e urbano, habitação, transportes, turismo, novas tecnologias, cultura e os valores instituídos em cada sociedade e em cada cidadão.
Recomendações para um envelhecimento saudável:
- Informar e formar as pessoas idosas sobre:
*      actividade física moderada e regular;
*      estimulação das funções cognitivas, lendo, jogando;
*      manter uma rotina de sono-vigília;
*      ter uma boa alimentação, hidratação e eliminação;
*      evitar a automedicação;
*      sair, passear, conviver;
*      anular situações domésticas que possam provocar acidentes;
*      informar de serviços disponíveis que permitam segurança e independência, (serviço de telealarme, ajudas técnicas);
*      informar em caso de violência ou negligência quais os organismos de ajuda existentes.

Paula Arsénio