domingo, 8 de maio de 2011

" Comer sopas de legumes da horta e poupar no pronto a vestir"

Resumo:

Artigo publicado no O Mirante a 29 de Dezembro de 2010, quando a pensa é baixa nao há muito por onde poupar, mas quem se habitua a viver toda a vida em clima de contenção sabe como subsistir com os euros contados, Joaquim de 76 anos e a sua mulher Adelia de 70 anos, residentes da Aldeia de Santo Estênvão, concelho de Benavente, tem uma horta da qual Joaquim trata e de onde retira os legumes para a sopa qua a sua mulher faz.
Joaquim diz que fica satisfeito com o que metem na  mesa, na sua horta existe cenouras, alfaces, feijão verde, tomates e pimentos. O almoço dele e da mulher é peixe e as vezes é carne, a noite comem sopa e uma bola de pão.
A pensão de Joaquim e Adelia esgota-se quando vão à farmacia.
Rita Moura de 68 anos tambem se alimentade sopa, e vive da reforma so deu marido que é de 374 euros.
Os gastos de água, electricidade e medicamento levam-lhr uma grande parte da reforma.
Américo António de 82 anosé cuidadoso com os gastos, e o pronto a vestir não é o seu local de eleição e diz que a poupar está o ganho.
Maria Gabriela de 64 anos foi habituada a poupar a sopa é o seu prato obrigatório e quando vai comer fora com o seu marido mandar vir uma dose e a sobremesa é partilhada.

A minha opinião:

Na minha opinião é muito importante poupar, porque ajuda-nos na nossa subrevivencia, se nao pouparmos nao podemos  comprar bem enssenciais para a nossa subervivencia, nem pagar a conta do medico, os medicamentos ea renda de casa.
Se pouparmos podemos ter uma vida condigna, ter uma casa com boas condições e podemos pagar a renda, comprar medicamentos quando estams doentes ou se sofremos de alguma doença e podemos dar um futuro aos nossos filhos.
Acho que deviamos seguir o exemplo dos mais velhos, estes poupam porque os redimentos que recebem são poucos, e gastam a maior parte so seu redimento em medicamentos, perferem poupar do que irem gastar o dinheiro no pronto a vestir.
Estes idosos poupam muito dinheiro por terem uma horta, não precisam de ir comprar legumes a uma mercearia.
Estes 3 exemplos de pessoas que mesmo com baixo redimento são felizes e conseguem levar uma vida condigna.
É claro que a vivência em meios rurais onde as hortas e a solidariedade social é mais  forte e ajuda a conseguir estas condições.

Rita Fernandes

Videojogos: na saúde e na doença

Os videojogos que pertencem à categoria dos health-games foram criados para mudar hábitos de vida, estimular a envolvência dos doentes nas terapias e melhorar o desempenho físico e cognitivo de jogadores de todas as idades.
Os primeiros jogos de saúde surgiram nos anos 80 mas tornaram-se mais conhecidos há uma década. Actualmente existem cerca de 300 jogos de saúde – o equivalente a 15% de todo o mercado de jogos electrónicos de entretenimento. Um dos mais conhecidos é o Re-Mission, que é direccionado para vítimas de tumores malignos. A chave do sucesso destes jogos é a capacidade de envolver o doente, “personalizando o jogo, para recriar uma realidade muito próxima à vivida pelo paciente”, diz Cristina Araújo, directora da Technology & Training.
Entre 2004 e 2005, aos 14 anos, portador de leucemia, o americano Dan Neumann participou nos testes para a aprovação do jogo Re-Mission: “Quando comecei o tratamento do cancro, tinha pavor de quimioterapia”, contou na ocasião. “Com o jogo, comecei a matar células doentes e a entender que a quimioterapia realmente podia fazer-me bem”. Neumann está curado.
A filosofia destes novos auxílios terapêuticos vale para qualquer tipo de pessoa – inclusive para quem não está doente mas precisa de melhorar a sua qualidade de vida.

 O jogo Bronkie, the Bronchiosauros foi desenhado para ensinar crianças e adolescentes asmáticos a controlar a doença. Cabe ao jogador medir a frequência respiratória e ministrar a medicação a horas e identificar os momentos que antecedem uma crise de asma. “Final score”: redução de 40% no número de hospitalizações entre os usuários do jogo. Na mesma linha, Packy e Marlon, idealizado para diabéticos, monitorizando taxas de glucose e aplicando dose de insulina, reduziu em 77% os casos de emergência entre os usuários. Alguns jogos são baseados nas teorias da terapia cognitivo-comportamental, segundo as quais, mediante exercícios de confronto é possível desactivar os comandos cerebrais responsáveis por acções e pensamentos erróneos, como o do jogo Khemia que foi criado para fumadores que desejam abandonar o vício.
Para estimular a prática de exercício físico, a Nintendo Wii proporciona aos jogadores a simulação de todos os tipos de desportos, usando apenas o comando. Actualmente os jogos de Nintendo Wii são usados na reabilitação física de idosos, em casas de repouso nos EUA e na Europa.
Não será de estranhar se na próxima visita ao médico recomendarem-lhe dieta equilibrada, exercício físico, boas noites de sono e… um jogo para a sua consola.


Teresa Castanheira

sexta-feira, 6 de maio de 2011

FORTIFIQUE O CÉREBRO!

Vou escrever sobre um artigo que li na revista Super Interessante do mês de Abril 2011.
Este artigo fala como é importante fortificarmos o nosso cérebro para prevenirmos doenças como o Parkinson ou o Alzheimer.
Passo a citar um pouco do artigo para vos deixar com curiosidade para o procurarem
.
"Para além da química, há hábitos salutares que tonificam a musculatura do nosso cérebro.
A leitura e a prática de exercício físico, sobretudo, já demonstraram a sua eficácia."

"Primeira lição: quer manter o cérebro em forma? Pois arranje um bom livro e mergulhe nas suas páginas; ou então uma revista com histórias surpreendentes que estimulem a sua curiosidade e imaginação. Pode deixar a máquina de calcular e fazer as contas, ou tentar aprender outras línguas... O cérebro agradece os desafios...
Além disso, não se instale no sofá. Correr um pouco não mata. Passeie ou frequente aulas de dança..." L.M.A.

Como futuros gerontólogos é importante ter esta noção, pois poderemos ajudar idosos a fortalecer o seu cérebro.


NÃO SE ESQUEÇA  FORTIFIQUE O SEU CÉREBRO
Yola Leite

segunda-feira, 2 de maio de 2011

SEIS METODOS PARA MELHORAR O SEU BEM ESTAR(DOS 0 AOS 150 ANOS)

MASSAGENS:
Uma massagem bem feita, para além do bem estar que nos proporciona, aumenta o fluxo de oxigénio nas células e melhora as defesas do nosso organismo.

YOGA:
È uma tecnica de relamemento para o corpo e para a mente.
Para além dos beníficios físicos e mentais, esta prática tambem reforça as defesas do nosso organismo, deixando uma sensação de bem estar geral.

MEDITAÇÃO:
A meditação é tambem uma prática que promove o equilibrio entre o corpo e a mente, diminuindo o ritmo cardiaco e os niveis de adrenalina quando um individuo se encontra numa situação de stress e ansiedade.
Esta prática tem a vantagem de não exigir qualquer tipo de esforço físico.
Os beneficios são mais evidentes quando a praticamos com continuidade.

ACUNPUNTURA:
Medicina alternativa chinesa que tem mostrado resultados fantásticos ao nivel da saúde, desde os problemas de articulações até às insónias.
Uma secção de 30 a 60 min promove o relaxamento do corpo e da mente.

AROMOTERAPIA:
Os aromas têm uma grande influência em nós e no nosso estado de espirito.
Há aromas como a salvia, que e uma enorme fonte de relaxamento, a Cananga, que é tambem usada para o controle emocional, entre outras.
Enfim, os aromas são tambem uma forma de terapia que promovem o bem estar geral.

HIPNOTERAPIA:
Atravéz da indução de um estado de relaxamento, o paciente pode ser afastado da tensão e ansiedade.
Esta prática identifica facilmente factores indutores como por exemplo , o Stress, entre muitos outros.
Assim, esta técnica permite iniciar um tratamento, passando pela mudança de hábitos e de respostas aos diferentes estimulos nocivos.

Cristina Braz

domingo, 1 de maio de 2011



E se olharmos para o envelhecimento da seguinte forma:
A idade crepuscular, entardecer, poente, cair do sol? (muitos dias morrem em beleza)
O rio que chega ao mar? (de algum modo torna-se mar)
O cume da montanha? (donde a vista se expande e o céu se toca)
A idade da colheita? (cheia de belos frutos)
O coroamento da vida, idade da saudade, infância revistada…?

(José H. Barros de Oliveira. (2005). Psicologia do Envelhecimento)


Deolinda

sábado, 30 de abril de 2011

Comunicar

“O que significa parecer?

Falar somente sobre o tempo,
ou  sobre desportos, ou sobre o sexo oposto é parecer comunicar.
Falar somente do papel que desempenhamos na
vida (como alguém mais velho, como professor,
como jovem, como marido, como esposa) è parecer  comunicar.
quando se trocam banalidades apenas parecidas com comunicar,
não se corre o risco de aparentar solidão ou sentir  dor.
Não temos de nos preocupar com sentimentos ou raciocínios  inesperados,
mas também não experimentamos a alegria súbita e irresistível  ou
o sentimento de estarmos realmente vivos.”

Mamoru Itoh, 
Quero falar-te dos meus sentimentos
4ª Edição
Padrões Culturais Editora


Deolinda Brito, 1º ano

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cuidar dos outros

Cuidar dos outros
Muitos de nós a certa altura das nossas vidas já cuidou de um familiar. Fazemos de boa vontade porque é um nosso familiar, alguém que nos é querido, temos essa responsabilidade, temos essa divida no caso dos nossos pais, por exemplo. Mas também todos nós que passamos por esta experiência sabemos como é doloroso, não só pela situação de ter o nosso ente querido doente como com o prolongar do tempo e se estamos sozinhos começamos a sentir-nos cansados e até cresce em alguns de nós sentimentos de revolta, frustração e sentimo-nos culpados por isso. Hoje publico uma parte de um artigo que li na revista Teste Saúde e espero poder ajudar quem cuida de outros.

Mulheres com 85 anos a prestar assistência
A maioria dos cuidadores são mulheres, em grande parte filhas, mães ou cônjuges. Segundo um estudo britânico, um número significativo tem 85 anos ou mais. Metade dedica, em média, 50 horas semanais à tarefa.
Os cuidadores de meia-idade, além de tomarem conta de um dependente, têm outras responsabilidades familiares e, por vezes, filhos ou netos a cargo. (…)
Muitos torna-se cuidadores por falta de alternativa ou por obrigação moral, revela uma investigação portuguesa com famílias do Porto e Braga. Há quem não dispense a tarefa, por se julgar melhor solução ou por afecto.
A exigência do apoio aumenta com o grau de dependência e inclui apoio ao nível da higiene, alimentação, limpeza da casa e tratamento de roupas. Pequenos testes médicos, como medir a glicose e dar medicamentos são outras responsabilidades. Em muitos casos, a pessoa não consegue vestir-se ou ir à casa de banho sozinha, o que exige um grande esforço físico a quem trata.

Ninguém está preparado para tratar de um dependente. A maioria dos cuidadores avalia a sua saúde como fraca. (…)
Cuidar de alguém dependente exige tempo, que é roubado a outros afazeres. Estes indivíduos participam menos em actividades sociais, têm conflitos laborais e profissionais. (…)
Todos os cuidadores dispõem de pouco tempo para si, sentem-se isolados e, em muitos casos, ansiosos ou deprimidos. (…) A questão é mais grave entre os que têm de renunciar ao trabalho ou reduzir o horário. Alguns são obrigados a fazer obras para adaptar a casa, o que em geral, implica gastos elevados.
De inicio, o cuidador sente que o seu trabalho é gratificante. (…) Mas com o decorrer do tempo, instala-se o cansaço físico e mental. Surge a revolta, sobretudo quando não tem o apoio da restante família. A balança acaba por pender para os sinais de stress. Se não os reconhecer e enfrentar, podem evoluir para a depressão.
Com ou sem sinais de desgaste, peça ajuda a familiares ou amigos para cuidar da pessoa dependente, mesmo que seja 1 ou 2 horas por dia e saia de casa. (…)
Dê um passeio, quando possível na companhia de um amigo para conversar e desabafar.
Não se sinta culpado por deixar o seu familiar por um período.
Faça uma pausa, mesmo que seja curta. (…)
Procure praticar uma actividade física e seguir uma alimentação equilibrada (…)
Incentive o seu familiar a desempenhar as tarefas que ainda conseguir. Quanto mais tempo mantiver certas funções, melhor será a qualidade de vida de ambos.
Tente levá-lo à rua e promova a interacção com familiares e amigos.
Caso se sinta desgastado, sem forças e não melhore com as medidas referidas, fale com o seu médico: pode precisar de tratamento com medicamentos, apoio psicológico ou outro.

Saber mais:
 Revista Teste Saúde – 89/Fevereiro/Março – 2011  DECO/Proteste

 Gracinda Silva
  29/04/2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

"Uma luz sobre cegueira dos idosos"

Paulo Pereira é um nome que os gerontólogos e estudantes de Gerontologia devem de ter em atenção!
Trabalha na faculdade de medicina da universidade de Coimbra, e além de subdirector para a investigação e desenvolvimento e director do centro de oftalmologia e ciências da visão, é coordenador de vários projectos. A última investigação que coordenou foi sobre a degenerescência macular relacionada com a idade, que é a principal causa da cegueira em pessoas com mais de 60 anos. "Durante o envelhecimento há uma acumulação daquilo que pode ser descrito como lixo biológico, que se deve predominantemente á falência dos sistemas celulares de controlo de qualidade."
O nome do projecto que coordena actualmente chama-se "regulação da proteostase em doenças associadas ao envelhecimento".
Outros projectos de investigação irão ser aqui mencionados, pois a investigação é uma associada da Gerontologia no estudo do processo do envelhecimento.

João Gaspar

terça-feira, 26 de abril de 2011

Solidão e Dependência

O rápido envelhecimento demográfico que caracteriza o início deste século, a  par do aumento de esperança de vida à nascença não deverão ser olhados como uma conquista biológica  e social  isolada, mas antes enquadrada numa vivência do indivíduo num  mundo que corresponda aos seus anseios ao longo de toda a sua existência, nela incluída obviamente, a velhice.

Ao envelhecimento demográfico acelerado, as sociedades ocidentais não responderam com a mudança profunda das suas estruturas fundamentais, económicas, sociais, políticas, administrativas e culturais.

O envelhecimento social ultrapassa com efeito, largamente, o simples envelhecimento demográfico, ainda que este seja a base do fenómeno,
já que atinge todas as perspectiva das nossas actividades colectivas.

O verdadeiro desafio face ao envelhecimento, será o da co-habitação das gerações   e o  desenvolvimento   de políticas de integração, visando refundar sobre novas base e a solidariedade social.

 Ludmila Carvalho

Acróstico sobre Gerontologia

Gerontologia
Envelhecer
Resistir
Outro
Notar
Terceira Idade
Ouvir
Lágrimas
Olhar
Geronte
Idoso
Amar

Natália Fonseca

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Algumas Considerações Sobre Envelhecimento Activo




A OMS (Organização Mundial de Saúde), no final do século XX, substituiu o conceito de envelhecimento saudável pelo de envelhecimento activo, com a finalidade de melhorar as oportunidades de saúde e segurança. Surgia assim um novo paradigma na velhice que identificava os idosos como membro integrados na sociedade em que vivem.

A abordagem do envelhecimento activo baseia-se no reconhecimento dos direitos das pessoas mais velhas e nos princípios de independência, participação, dignidade e auto-realização estabelecidas pela Organização das Nações Unidas.

O envelhecimento activo define-se como o conjunto de atitudes e acções que podemos ter no sentido de prevenir ou adiar as dificuldades associadas ao envelhecimento. Tem como objectivo, promover a saúde integral do idoso para aumentar sua qualidade de vida. E também, visa a manutenção da autonomia e da independência tanto ao nível das actividades básicas e instrumentais da vida diária quanto a valorização de competências e o aumento da qualidade de vida e saúde.

O segredo de um envelhecimento activo bem sucedido é a forma como se prepara para a velhice, pois o comportamento adoptados ao longo da vida, refletir-se-ão na fase final desta.

Por  Luiza Oliveira





sábado, 23 de abril de 2011

As refeições na terceira idade

A todos desejo que passem um dia de Pascoa muito feliz;

O dia de hoje proporciona-se a alguns exageros alimentares, sei o que isso é, estou em Torre de Moncorvo - Bragança, e á minha volta observo uma mesa com deliciosos folares, os ovos de chocolate as tradicionais amêndoas de Moncorvo,… tudo isto uma autentica tentação para o comum dos humanos.






Perspectivando do que iria escrever no dia hoje, fiz uma pesquisa que achei interessante partilhar sobre o cuidado a ter com as refeições para os idosos;

“As refeições na terceira idade devem ser pouco abundantes e repartidas, para que cada uma não sobrecarregue demasiado o estômago do idoso. À medida que aumenta a idade, a tendência será para que as refeições se tornem isocalóricas e com intervalos de cerca de 2,30 a três horas. Estas refeições devem ser preparadas para facilitarem a mastigação e permitirem uma fácil digestão, evitando a utilização de condimentos fortes e de gorduras em excesso e muito aquecidas.
Para além disso, as refeições devem ser atractivas em termos de aspecto, de  paladar e de consistência a fim de que estimulem o apetite.
Em termos de nutrientes, para idosos, deve preparar refeições pobres em gorduras sólidas e de origem animal e ricas em proteínas de origem animal, metade das quais devem ser provenientes de produtos lácteos.
O idoso deve ir buscar as vitaminas e minerais aos alimentos do GRUPO V da roda dos alimentos (vegetais, hortícolas, batatas, frutos), pois estes alimentos são facilmente digeríveis. As fibras podem ser adquiridas à custa do pão de mistura e de alimentos do GRUPO IV (vegetais secos, cereais e derivados, leguminosas secas, açúcar e cacau)…”

Com um Abraço,
Maria Antónia Calvo

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Linha do cidadão idoso


A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas decidiu proclamar o ano de 1999 como o Ano Internacional das Pessoas Idosas, sob o lema: "Por uma Sociedade para todas as Idades", sociedade que se quer baseada no respeito pelos direitos humanos, pelas liberdades fundamentais, pela justiça social e pela participação cívica, designadamente chamando a atenção para um grupo de particular risco - a população idosa.
O Provedor de Justiça neste contexto decidiu criar uma linha telefónica gratuita de apoio aos cidadãos idosos.
A Linha do Cidadão Idoso pretende divulgar junto das pessoas idosas informação sobre os seus direitos e benefícios na área da saúde, segurança social, habitação, obrigações familiares, acção social, equipamentos e serviços, lazer, entre outras, de forma a contribuir para uma participação mais activa dos idosos na vida da sociedade, habilitando-os para um melhor exercício dos seus direitos. Propõe-se igualmente garantir um atendimento personalizado e contribuir para a acessibilidade da informação.
A Linha do Cidadão Idoso 800 20 35 31 funciona todos os dias úteis entre as 9h30m e as 17h30m, existindo um gravador de chamadas fora deste horário. A chamada é inteiramente gratuita.
A questão colocada será tratada directamente pela Linha do Cidadão Idoso ou, caso tal não seja possível, será encaminhada para as entidades competentes ou para os serviços da Provedoria de Justiça, desde que esteja dentro do seu âmbito de actuação.
A Linha do Cidadão Idoso iniciou o atendimento público em 15 de Julho de 1999.
Para que Serve?
Serve para informar e divulgar, junto dos cidadãos que atingiram a maturidade das suas vidas, um grande conjunto de direitos e de benefícios, em áreas tão importantes como, por exemplo:
    Saúde
    Segurança Social
    Habitação
    Equipamentos e Serviços
    Tempos Livres
A Linha do Cidadão Idoso não é uma linha de emergência e não dá consulta jurídica.
Como Funciona?
Do outro lado do telefone encontrará, entre as 9h00 e as 17h00 de cada dia útil, uma voz interessada e atenta que tudo fará para o(a) ouvir, aconselhar e informar e, se necessário, para lhe dar os endereços e os números de telefone que poderá contactar. Se possível, a própria Linha resolverá directamente o seu assunto ou encaminhará a sua reclamação para os serviços da Provedoria.
Fora desta hora poderá sempre deixar a sua mensagem. Será sempre contactado.
Porquê uma Linha do Cidadão Idoso?
Porque as pessoas têm direito a:
    Segurança Económica
    Condições de Habitação
    Convívio familiar e comunitário
    Respeito pela sua autonomia pessoal (cf. CRP art.º 72

Esta é uma informação que todos nós cidadãos devemos saber.
Como Gerontologos e cidadãos civilizados que somos, compete-nos informar, ajudar, proteger e denúnciar alguma situação menos correcta que ocorra sobre uma classe que no nosso País é muito exposta á violência, solidão e abandono, "OS IDOSOS" .
Um idoso bem informado torna-se menos vulnerável.

Paula Arsénio

terça-feira, 19 de abril de 2011

“ Segurança Social encerra Lar de idosos que proprietária tinha abandonado”

Resumo do artigo:
A Segurança Social encerrou na Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011, um Lar de Terceira Idade, conhecido como Lar da Sofia, situado no Casal Chuabo, Várzeas, no concelho do Cartaxo, que acolhia 16 idosos.
Este Lar foi fechado devido às queixas das funcionárias e dos familiares dos utentes ninguém sabia do paradeiro da proprietária do Lar.
Maria Fernanda Alves denunciou a situação do Lar onde a sua mãe se encontrava, a sua mãe fazia-lhe queixas regularmente, dizia-lhe que a alimentação não era boa, que lhe cheirava a urina e que a roupa da cama não estava em condições.
Maria Cecília diz que no Dia de Natal foi visitar a sua mãe, e que ela tremia de frio e estava tapada apenas com um cobertor de bebe e não havia aquecedores.
Nesse dia esteve apenas uma funcionária a tomar conta dos idosos todos, desde as 7 da
manha até à meia-noite.
Os Familiares que estiveram no Lar de Terceira Idade, quando foi encerrado viram que a casa de banho não tinha as mínimas condições de higiene, que os tectos estavam pretos e que nas camas existiam cobertores pequenos pouco quentes.
Maria Fernanda Alves diz que os idosos no dia anterior comeram porque uma funcionária
comprou comida e uma botija de gás com o seu próprio dinheiro.
Alguns Familiares de alguns idosos não sabem onde vão coloca-los, a Segurança Social
forneceu uma lista de nomes de Lares do Distrito de Santarém, ondes estes  poderão ser  encaminhados.
Fernanda Alves debate-se com um problema, pois não tem espaço para acolher a sua mãe.
Artigo publicado no Mirante, a 13 de Janeiro de 2011.
A minha opinião:
Na minha opinião, muitos idosos são colocados em Lares, porque os seus familiares muitas vezes não tem tempo para lhes dar atenção, não tem espaço para os ter em casa e muitas vezes o espaço não esta, adaptado a eles.
Mas a maior parte dos idosos que estão colocados em Lares, foram abandonados pelas suas famílias, ou porque sofriam de maus-tratos por parte dos seus familiares.
O  problema do abandono de idosos é um problema do século XXI caracterizado pela destruturação familiar, que empurra para situações de Exclusão “os membros mais problemáticos” da família, empurrando-os assim também para uma situação de Exclusão Social. Neste caso o “problema” é o idoso e a sua falta de autonomia impostas pela
debilidade física e mental. Por outro lado um idoso autónomo que é forçado pela família a ir para um Lar sente-se excluído e abandonado.
Excluído pela sua própria família desvalorizado como se já não tivesse nada para dar e ensinar, e como não tendo direito a qualquer reconhecimento ou apreço.
Muitos idosos não querem ir para um Lar, pois pensam que a sua família já não gostam deles, e muitos não querem deixar as suas casas porque tem lá as suas recordações e ao pensarem que vão para um Lar pensam que vão perder essas recordações e o resto da sua autonomia.
Colocar  um idoso num Lar tem pros e contras e deve ser muito bem ponderada e onde o principal interveniente, o idoso, deve ser ouvido e respeitado acima de tudo. A falta de respeito pelo idoso é o primeiro passo para a sua Eclusão.
Rita Fernandes  

segunda-feira, 18 de abril de 2011

ALERTA SENIORES - 10% esperam um mês em casa pelos cuidados de saúde do Estado

Dentro de 40 anos, os indivíduos acima dos 75 anos serão 1/3 da população, estima o INE. Neste cenário, cuidados de saúde e ajuda nas tarefas do dia-a-dia, como a higiene pessoal, preparação de refeições e limpeza da casa, são uma preocupação cada vez maior. Um sistema de cuidados bem articulado pode evitar a institucionalização em lares, assegurar a permanência junto da comunidade e proporcionar mais autonomia.
Mas um inquérito efectuado para a Deco Proteste a quase 3 000 europeus, 1049 dos quais portugueses, mostra que as respostas do Estado, nomeadamente do SNS e Segurança Social, não são suficientes para suprir as necessidades.
Os cuidados médicos e de enfermagem lideram as necessidades dos entrevistados que pediram ajuda ao domicílio (1/4 dos casos). A maioria dos inquiridos que solicitaram cuidados de saúde têm mais de 75 anos. Trata-se sobretudo de indivíduos com dificuldades financeiras (80% das situações), no mesmo estudo 10% referiram ter esperado mais de 1 mês para começarem a beneficiar, o que é revelador de uma resposta insuficiente do SNS.
Mandatadas pela Segurança Social e Ministério da Saúde, as Juntas de Freguesia devem fazer um levantamento das necessidades dos idosos em diversas áreas:
- saúde;
 - refeições;
- higiene;
- limpezas;
- acompanhamento diurno e nocturno.
Se não tiverem possibilidade, a competência deverá ser transferida para o organismo com melhor conhecimento no terreno (IPSS, Misericórdias, etc.). A partir desta informações, será possível criar um sistema integrado de serviços. A procura é cada vez maior e a oferta insuficiente e nem sempre adequada. Como país, temos de organizar-nos para proporcionarmos qualidade de vida a quem mais precisa.

Fonte: www.deco.proteste.pt 322/Março 2011

Teresa Castanheira