quinta-feira, 14 de abril de 2011

A arte de evelhecer

Gerontologia, a profissão de futuro em Portugal

publicado17:1416 janeiro '09

A profissão de gerontólogo foi hoje apontada, num encontro em Bragança, como uma das que mais futuro tem em Portugal com um vasto mercado para explorar a nível institucional e na criação de próprio emprego.

Abrir uma empresa de "old-sitter" para prestar a idosos serviços idênticos aos das "baby-sitters" para crianças, de ama de companhia, ou prestação de cuidados a seniores são apenas alguns dos possíveis projectos para estes novos profissionais hoje defendidas.
As sugestões foram deixadas num encontro, em Bragança, que juntou estudantes de Gerontologia dos cursos de Bragança, Aveiro e Viana de Castelo.
Estes cursos existem também no Porto e, embora todos sejam recentes, já formaram cerca de 200 profissionais com competências para darem resposta a um público crescente, devido ao envelhecimento da população portuguesa.
Luís Jacob, professor no curso de Gerontologia da Escola Superior de Saúde de Bragança - e responsável pela rede nacional de universidades da Terceira Idade, que reúne 121 estabelecimentos em Portugal - sustentou que as universidades seniores são uma área a explorar pela Gerontologia, que considera das profissões de futuro em Portugal.
Estes novos profissionais, segundo afirmou, reúnem uma série de competências necessárias aos serviços já existentes para idosos e capazes de criarem novas respostas.
Um levantamento feito pelos responsáveis dos cursos revela que mais de metade dos gerontólogos recém formados estão a trabalhar, alguns ainda em estágios, parte em instituições de solidariedade social e outros no sector privado.
Para Luís Jacob, as instituições de solidariedade necessitam destes profissionais para orientarem os seus lares e outros equipamentos destinados a idosos, pelo que vê aqui uma parte importante de mercado de trabalho para os novos profissionais.
Porém, o docente realça que o número de idosos institucionalizados não chega a 10 por cento da população, existindo um universo de 90 por cento para explorar com novas respostas.
De outros países, como a vizinha Espanha, chegam exemplos de serviços, nomeadamente a recuperação do conceito das damas de companhia, até mesmo em lares da Terceira Idade, ou a criação de serviços de "old-sitter".
A área do turismo sénior, ou a prestação dos mais diversos cuidados aos idosos, são outras vertentes apontadas como exemplos para os gerontólogos explorarem na criação de emprego próprio.
Um caso concreto referido foi o de uma empresa, a "Old Care", criada recentemente em Bragança - a primeira do género na região - por um recém-formado gerontólogo, que presta vários serviços, designadamente assistência domiciliária, acompanhamento, cuidados de enfermagem, telemedicina, venda de equipamentos e eliminação de barreiras arquitectónicas.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A IMPORTÂNCIA DA ACTIVIDADE FÍSICA

A Hidroginástica

Segundo Vanessa Angeli(2009), professora de Educação Física e pós graduada do curso de Saúde e medicina Geriátrica da Metrocam, esta prática surgiu na Alemanha para atender inicialmente um grupo de pessoas de mais idade e que precisavam de practicar uma actividade física segura, sem causar riscos ou lesões articulares e que lhes proporcionasse bem-estar físico e mental.
A resistência natural da água multiplica o esforço exigido por um movimento, mas por outro lado, a água responde na mesma intensidade a uma força aplicada sobre ela, assim, a resistência oferecida pela água é proporcional à força do movimento, desta forma, permite que qualquer pessoa consiga fazer um exercicio dentro da água, independentemente do seu condicionamento fisico.
A Hidroginástica ofereçe várias vantagens, entre elas podemos salientar que:

- Aquece simultâneamente diversas articulações e musculos
- Facilita o aumento gradativo da amplitude articular
- Fortaleçe a musculatura sem riscos
- Ganho de estabilidade e equilíbrio

Podemos assim concluir que podemos indicar esta actividade à população sénior.


Cristina Braz

terça-feira, 12 de abril de 2011

"Quero que me oiças sem me julgares
Quero que me dês a tua opinião sem me aconselhares
Quero que confies em mim sem me exigires
Quero que me ajudes sem tentares decidir por mim
Quero que cuides de mim sem me anulares
Quero que olhes para mim sem projectares as tuas coisas em mim 
Quero que me abraces sem me asfixiares 
Quero que me animes sem me empurrares
Quero que me apoies sem te encarregares de mim 
Quero que me protejas sem mentiras 
Quero que te aproximes sem me invadires
Quero que conheças as coisas que mais te desagradem em mim 
 Que as aceites e não pretendas mudá-las
Quero que saibas... que hoje podes contar comigo....
Sem condições."

In Contos para Pensar, Jorge Bucay


Deolinda



domingo, 10 de abril de 2011

A Doença de Parkinson - Dia Mundial de Parkinson (2011.04.10)

Não tenho medo de morrer, não estou preocupado com isso. Tenho medo de não viver bem. A progressão do Parkinson é controlada. Tenho muita coisa para fazer, como escrever. O Parkinson não é diferente de qualquer outra situação do ser vivo, não pode ser usado como um trunfo nem como uma desvantagem. Depois que fiz 50 anos comecei a sair da garantia. Portanto, não existe nada de excepcional em ter Parkinson. Quando o médico te diz que você sofre de uma doença degenerativa e irreversível, é natural. Isso não é um privilégio do Parkinson, a condição humana é essa mesma. As pessoas vivem como se fossem eternas. Vivemos uma perda progressiva da vitalidade, da juventude. Em compensação, vamos ganhando sabedoria. Tem gente que bebe demais, eu tenho Parkinson.

Paulo José, actor brasileiro que sofre da Doença de Parkinson





 ... , Doenças Mentais e Drogas de Neuro Med92: Doença de Parkinson


Deolinda de Brito, nº 04, 1º ano de Gerontologia Social
2011.04.11

Violência contra os mais Velhos - (Parte II)

Aproveito o tema da Inês, para acrescentar e transcrever uma parte de um artigo que foi publicado pela jornalista Sílvia Caneco no Jornal I no dia 7 de Abril de 2011
Açores formam técnicos
“…Apesar de as denúncias de maus-tratos contra os idosos terem aumentado 300% entre 2009 e 2010 nos Açores, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) vai formar este mês 40 técnicos que trabalham em instituições nas áreas da saúde e apoio a pessoas idosas, como centros de dia e lares, em São Miguel e na Terceira. A APAV entende que os crimes de violência contra idosos aumentaram na sequência de “uma maior consciencialização para estes casos e tenciona continuar a investir na formação, já que “os idosos raramente efectuam a denúncia” e são estes técnicos “ quem mais próximo está de poder identificar situações de crime”.
A formação pretende despertar os técnicos para a necessidade de prevenção não só de situações de violência doméstica, mas também de “outras que não são tão facilmente detectadas” como é o caso do “internamento num lar sem o consentimento do idoso, a apropriação de reformas ou excesso de medicação”, explica Helena Costa, da APAV/Açores.
A técnica alerta para a tendência dos idosos de se remeterem ao silêncio por os crimes serem cometidos por familiares de quem dependem e por haver “pouca consciência de que decisões como a da gestão de uma reforma ou de um internamento num lar não poderem ser tomadas sem o consentimento do idoso”. Nos casos em que os pedidos de entrada em lares são feitos por pessoas ainda autónomas, os sentidos dos técnicos devem ficar imediatamente de alerta. “Há idosos que são internados, por exemplo, na sequência de uma doação forçada dos seus bens patrimoniais”, alerta Helena Costa, que defende que “ a entrada em qualquer lar devia obrigar à assinatura de um termo de consentimento” para evitar internamentos forçados.
Apesar de muitos casos de internamento dos idosos açorianos não reflectirem negligência da família – já que em muitos casos os familiares emigraram -, os lares “deveriam ser sempre a ultima alternativa”, na perspectiva da responsável pelo gabinete da APAV nos Açores. Os centros de dia e o apoio domiciliário “permitem que a pessoa se sinta mais integrada na comunidade não seja afastada repentinamente do seu espaço e das sua rotinas”.
    Cito Sílvia Caneco – Jornal I do dia 7 de Abril de 2011
                             Gracinda Silva

sábado, 9 de abril de 2011

Violência contra os mais Velhos

Os números de queixas referentes a idosos que sofrem agressões têm vindo a crescer. Mas há métodos de prevenção e formas para os idosos se sentirem protegidos. Os dados recolhidos em Portugal no presente ano mostram que DIAP de Lisboa registou grande aumento das denúncias e processos na APAV subiram 120%.
Segundo o "Jornal de Notícias", a violência contra idosos está a crescer ou, pelo menos, há mais denúncias que são, contudo, a ponta do icebergue, alertam as autoridades. Um estudo europeu revela que os idosos portugueses são os que mais sofrem abusos financeiros.


Quando falamos de maus tratos podemos falar de várias formas de agressão que não são só violência física, nem de violência de carácter sexual, sendo o abuso sexual muito pouco frequente. Na verdade, os abusos psicológicos ou emocionais, dor ou perigo, as ameaças e os insultos, a exploração financeira ou material com apropriação ilegais de bens, fundos e propriedades são outra forma de abuso. Também constitui uma forma de abuso situações de negligência ou de fracasso por parte cuidadores que tem de cumprir com obrigações e deveres para com o idoso. Outra situação é o abandono. No geral, à medida que a idade vai aumentando maior vai sendo a frequência dos abusos, sendo que, os casos relativos ao abandono se verificam em idades mais precoces. As mulheres são as maiores vítimas em quase todos os tipos de abusos nos idosos. Os maus tratos nos idosos podem vir das mais variadas entidades.

Os profissionais de saúde que lidam directamente com a pessoa idosa, deve estar especialmente atentos a algum sinal mesmo que estes não sejam facilmente detectáveis, pois podem estar perante uma situação de abuso.
Quando se suspeita que de facto o idoso sofre de algum tipo de maus tratos, um dos métodos que se devem utilizar é a entrevista pois podemos conseguir informação muito relevante.
A entrevista deve proceder a certas regras para que o idoso não sinta receio ou constrangimento de falar do assunto. Outro factor muito importante é que durante a entrevista o idoso esteja só com o profissional de saúde pois caso ele esteja acompanhado do agressor não vai conseguir expressar a razão do seu sofrimento.
É bastante importante apostar na prevenção, deve existir uma maior informação dos profissionais que estão em contacto com os idosos e da sociedade em geral. É importante que os próprios idosos estejam informados, dos apoios que existentes e quais os passos que deverão dar, caso sejam, vítimas de maus tratos.

A questão dos mitos nas sociedades ocidentais e de consumo é fundamental, que seja, desmistificada para que se comece a reconhecer a importância dos idosos nas sociedades actuais.

Inês Guerra

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Envelhecer em casa ou não

É praticamente geral a vontade de envelhecer em nossa casa, rodeados dos nossos objectos, memórias e conhecidos.
A perda de autonomia devida a doença e outros factores ligados à solidão, ou ausência quase total de rede social e familiar estão na origem da mudança para um lar ou outra estrutura residencial estruturada.
É sempre um momento de grande tensão emocional dentro da família quando têm que decidir a melhor opção para o pai ou a mãe idosos.
As opções terão sempre de ser avaliadas caso em caso. São as famílias as primeiras a perceber depois que realmente a mãe, avó, o pai, está melhor no Lar, rodeado de cuidados profissionais e de pessoas com quem pode conversar e sair, do que sozinho em casa à espera de uma visita esporádica de um familiar sempre ocupado. É a demência e outras doenças igualmente incapacitantes que levam as famílias a colocarem os doentes em Lares.
A sociedade está a envelhecer, alguns de nós ficarão sozinhos em idades avançadas e portanto é bom que calmamente se reflicta sobre como se gostaria de viver nessa época.

Ludmila Carvalho

Roy Lee Walford e a restrição calórica como estratégia para a longevidade

Walford (1924-2004) foi um gerontólogo da Universidade da Califórnia em Los Angeles, que estudou os efeitos da restrição calórica. Segundo o gerontólogo e a associação por ele criada – Calorie Restriction Society (CRS) – é possível chegar aos 120 anos, desde que se reduza em cerca de 30% o numero de calorias considerado adequado numa alimentação correcta (2500 para os homens e 2000 para as mulheres).
Actualmente os defensores da restrição calórica são os membros da associação, estes chegaram a oferecer-se para cobaias e a Escola de Medicina da Universidade de Washington em Saint Louis aceitou o desafio. Os resultados foram os seguintes: “ Além de baixos níveis de colesterol e triglicerídeos, apresentam uma tensão arterial de 10/6, semelhante á de um miúdo. As suas artérias são mais elásticas e o seu coração parece o de um jovem de 17 anos. Outro indicador, o da proteína C reativa, apresentava níveis de 0,2 miligramas por litro, quando costuma rondar os 2,5 num individuo de meia idade. Além disso, manifestavam grande sensibilidade à insulina (o que os afasta do risco de padecer de diabetes de tipo 2) e estariam mais protegidos do cancro” Fonte: Super Interessante nº155 Março 2011 Portugal
Interessa salientar que há décadas que os cientistas observam os efeitos inegáveis da restrição calórica, através de experiências com ratos têm verificado que estes chegam a beneficiar de 30% a 50% de existência suplementar.
Está também a decorrer no mesmo âmbito uma experiência com macacos Rhesus iniciada em 1989, contudo apesar dos resultados satisfatórios até a data, terá que se esperar pela morte dos animais para os resultados finais.

João Gaspar

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Água: Fundamental na Hidratação dos Idosos



A água é um nutriente indispensável ao longo de toda vida. Pasquale Lemmo (1998), considera a água como “ um dos remédios mais importantes e eficazes.”

De acordo com Maurício Ventura (2010), O médico de geriatria, postula que “ a sensação de sede só aparece nos idosos quando estes estão mais desidratados do que uma pessoa jovem.” O médico explica que com menos água no corpo, ocorre a coagulação do sangue, aumenta o risco de problemas circulatórios. E recomenda que os idosos devem “ beber água”, apesar de não sentir sede.

O consumo diário de água a ingerir cada dia depende de várias circunstâncias: idade sexo, ocupação. Entretanto, Rodet (2008), recomenda que “ o consumo um litro de água pouco mineralizada”, mas pesquisas mostram a necessidade de beber de 1,5 a 2 litros de água por dia.

A água sempre contribui e permanece ao lado da Natureza em seus bons intentos. Segue as leis fisiológicas de nutrição e eliminação. E eficaz a proporcionar benefícios a todos os órgãos. Este líquido jamais perturba o organismo, antes auxilia-o para que realize com mais rapidez sua obra.


Luiza Oliveira

terça-feira, 5 de abril de 2011

Velhice Bem Sucedida

“Não basta somar anos à Vida, também é preciso somar Vida a esses Anos”
John F. Kennedy

É nas sociedades desenvolvidas que se constata a vida ser mais longa. Estas têm-se preocupado para que esta seja vivida em boas condições e que o importante não seja ter mais tempo de vida mais sim que esse tempo tenha mais qualidade.
A qualidade de vida na velhice é um processo heterogéneo, que tem sido objecto de estudos por vários especialistas (BALTES e BALTES, GARFEIN e HERZOG; HAZARD; FONTAINE; FONSECA;OLIVEIRA).
No entanto, segundo (FONTAINE, 2000) existem três factores principais transversais que condicionam a velhice bem sucedida, caso não sejam devidamente respeitados:
• “Evitamento das Doenças” – Estar conscientes de que uma alimentação equilibrada e o consumo regrado de todos os alimentos é essencial para a manutenção da saúde pois assim reduziremos a probabilidade de doenças, em especial aquelas que causam perdas de autonomia;
• “Alto nível cognitivo e físico” – Manter um elevado nível funcional nos planos cognitivo e físico, é fundamental. Apesar de todos utilizarem as suas capacidades intelectuais e físicas, estas estão sempre relacionadas ás motivações de cada um nas quais é necessário investir;
• “Empenhamento Social” – A conservação de empenhamento Social está aliado a dois componentes – a manutenção das relações sociais e a prática de actividades produtivas. Destes dois aspectos depende também a qualidade de vida e a satisfação de viver.


E termino com uma citação de Roger Fontaine
“Convém de agora em diante, não só continuar a dar tempo ao tempo, mas também dar qualidade ao tempo”


Maria Antónia Calvo

segunda-feira, 4 de abril de 2011

" Medidas especiais para evitar quedas e fracturas em IDOSOS"

   Segundo dados da sociedade brasileira de Gerontologia, as quedas entre IDOSOS é de 28% a 35%.
   Os IDOSOS estão mais propensos a quedas, culminando muitas vezes com fracturas e consequentemente internamento hospitalar e longos periodos de imobilização.
   Há cuidados diários que podem evitar as quedas:
   - Alimentação (A vitamina D evita a Osteoporose)
   - Exercício físico (Melhora o equilíbrio)
   - Aconselhamento médico (controla as doenças e as deficiências, de audição por exemplo)
   - Prevenção no uso de medicamentos, que podem muitas vezes resultar em tonturas ou perda de sentido
   - Organização de ambientes que o IDOSO frequenta (a casa é um exemplo).




                  Natália Fonseca

sábado, 2 de abril de 2011

Fonte da juventude está dentro de nós


A equipa liderada pelo cientista luso-americano Ronald dePinho conseguiu pela primeira vez inverter o processo de envelhecimento

Lusa
13:36 Quinta feira, 3 de fevereiro de 2011
















Cientista luso-americano Ronald dePinho
Cientista luso-americano Ronald dePinho
Uma equipa de cientistas liderada pelo luso-americano Ronald dePinho conseguiu pela primeira vez inverter o processo de envelhecimento através da manipulação genética, abrindo o caminho para uma espécie de "fonte da juventude" nas células humanas.
Em entrevista à Lusa, o luso-americano, professor na escola de medicina de Harvard e no Dana Farber Cancer Institute , explicou que a sua equipa de investigadores conseguiu artificialmente "ligar e desligar" o gene responsável pela reparação do ADN de ratos de laboratório.
As cobaias foram primeiro sujeitas a envelhecimento prematuro, que causou a perda de capacidades cognitivas e sinais exteriores, e quando o gene "voltasse a ser ligado" esperava-se um "abrandamento do processo de envelhecimento ou estabilização".
"Em vez disso, vimos uma inversão dramática dos sinais e sintomas do envelhecimento: o cérebro aumentou de dimensão, a memória melhorou, deixou da haver pelos grisalhos e regressou a fertilidade", disse à Lusa.
"Isto ensina-nos que há uma tremenda capacidade de os nossos tecidos se rejuvenescerem por si próprios", adianta dePinho.

Muito trabalho pela frente


Publicado na revista Nature no final de 2010, o estudo tem vindo a receber grande atenção mediática.
Mostra como a manipulação, através de enzimas , das extremidades dos cromossomas responsáveis pela regeneração das células, os telómeros , pode inverter o envelhecimento e doenças relacionadas com a idade, como cancro, diabetes ou Alzheimer.
Apesar da importância da descoberta, o trabalho a fazer é ainda "tremendo", afirma, e será precisa "uma década ou mais" até que se chegue a "uma estratégia segura e eficaz" para reparar o ADN.
"Se conseguíssemos descobrir uma droga que pudesse especificamente reativar este gene e reparar os telómeros, as pessoas teriam menos problemas relacionados com a idade, diabetes ou doenças de coração", afirma.

Ligar o gene


Entre as dificuldades que os investigadores enfrentam está perceber em que momento ligar este gene e por quanto tempo, porque também células cancerosas podem ser estimuladas, se em presença no organismo.
"Para se poder começar a multiplicar e nunca envelhecer, uma das coisas que a célula cancerosa faz é ligar este gene. Se temos um cancro que já começou e ligarmos o gene, podemos torná-lo mais agressivo", afirma dePinho.
Além de procurar entender o "calendário próprio" para reativar o gene, a sua equipa vai agora debruçar-se em como é que os tecidos retêm a capacidade de rejuvenescimento, ou seja "os processos biológicos e moleculares que permitem criar esta resposta tremenda".
"Há uma tremenda quantidade de trabalho para tirarmos partido disto e em última análise melhorar a saúde humana", afirma.
Co-fundador de empresas de investigação médica - uma delas (Aveo Pharmaceuticals ) cotada no Nasdaq - dePinho defende que o conhecimento "ainda é muito básico para poder ser conduzido esforço comercial".
Mas, afirma dePinho, o que esta e outras investigações já deixaram claro é que as pessoas podem começar a "atrasar o relógio já hoje".
"É essencialmente fazer exercício, comer devidamente e não fumar. Um estilo de vida saudável tem impacto imediato na longevidade", disse à Lusa.

Paula Arsénio

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Solidão & Idoso


Os médicos da faculdade de Medicina de Coimbra juntamente com a Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa da Universidade Nova de Lisboa lançaram um estudo nacional:
Objectivo: Definir o perfil do Envelhecimento da população portuguesa;
Amostra: 2672 indivíduos com mais de 55 ainda autónomos e a viver em suas casas;
Resultados:
- 25% dos inquiridos com mais de 65 anos vivem sozinhos;

- 36.5% dos inquiridos passam mais de oito horas sós por dia;

- 20% afirmam que se sentem deprimidos;

- 80% dos inquiridos não precisa de ajuda nas suas tarefas diárias;

- 5,8% dos inquiridos tiveram uma avaliação cognitiva desfavorável;

- 40,5% dos inquiridos do sexo feminino passam grande parte do seu tempo sem companhia;

- 26,2% dos inquiridos do sexo masculino passam grande parte do seu tempo sem companhia.



"Sozinho mas não solitário, quem tem fé nunca está sozinho." Thomas Carlyle


Rafael dos Santos

quinta-feira, 31 de março de 2011

Titulo: ” Festejou 105 anos mas ainda gosta de fazer a barba sozinho”

Artigo sobre Manuel dosSantos que tem 105 anos e reside no concelho de Tomar.
Centenário faz por manter uma vida autónoma, continuando a viver sozinho na sua casa. Tem dois filhos, seis netos e oito bisnetos.
Acorda todos os dias as 7 da manha, o seu pequeno-almoço e uma chávena de café com leite e uma torrada,
entretém-se a tirar as ervas do jardim, gosta de ver tv e estar sentado a
lareira. 
A filha Maria da Conceição de 62 anos, a quem lhe leva o comer diariamente, trata-lhe da roupa e ajuda-o a tomar banho.
O filho Rafael dos Santos de 76 anos diz que queria fazer lhe a barba mas ele não deixou, porque enquanto puder quer ser ele a fazer.
Manuel dos Santos nasceu a 23 de Dezembro de 1905, era carpinteiro de profissão e trabalhava na agricultura.
Não toma medicamentos, e quando esta doente e obrigado a ir ao médico, gozando a boa saúde e perfeitamente lúcido, os únicos senãos é a falta de vista e a lucidez.
Comemorou o seu aniversário no dia de natal com a sua família e desejou só mais um ano.
Quando o seu filho perguntou se queria uma bengala para andar mais depressa respondeu que as bengalas eram para os velhos.
Quando O Mirante quis lhe tirar uma foto fez questão de colocar um chapéu e um casaco para ficar “como deve ser”.

Fonte: Resumo do artigo publicado no jornal O Mirante de 6 de Janeiro de 20
A minha Opinião:
Eu escolhi este artigo sobre Manuel dos Santos, de 105 anos porque é um exemplo de autonomia.
Manuel dos Santos é um exemplo porque faz par ser activo, não fuma e não bebe pois estes factores de risco prejudica a saúde das pessoas.
Existem hoje em dia muitas pessoas dependentes, que dependem da sua família para tudo, algumas por já
não terem capacidades físicas e mentais outras porque se acomodam, Manuel dos Santos prefere ser uma independente da família, por isso insiste em viver sozinho.
A autonomia é importante nos idosos, porque assim não perdem as suas capacidades  mentais e motoras e sentem-se úteis.





Rita Fernandes

Saúde e Qualidade de Vida

 Diversos inquéritos colocam a saúde no topo das prioridades pessoais. Num estudo realizado em Espanha, Castellón, por Fonseca (2005) verificou-se que dois terços dos entrevistados valorizavam sobretudo a saúde como indicador da qualidade de vida.

Apesar de muitas pessoas idosas não serem doentes nem apresentarem diminuição de funcionalidades, com o aumento progressivo da esperança de vida, a Organização Mundial de Saúde estima que, nos próximos anos, aumentem substancialmente as necessidades em cuidados de saúde da população mais idosa, paralelamente a um aumento acentuado da prevalência de doenças não transmissíveis e de evolução prolongada.

Da notícia no jornal Destak, “Acordo proporciona mais de 15 mil cirurgias e 100 mil consultas” destacam-se vários aspectos:
“Com um custo de 22 milhões de euros, pago pelo Ministério da Saúde, 12 hospitais começam, já a partir de sexta-feira, segundo a Lusa, a prestar cuidados de saúde em áreas como oftalmologia, dermatologia, otorrino e cirurgia vascular onde, segundo a ministra da Saúde, existem de facto algumas carências reais. Quanto aos utentes, passam a pagar as taxas moderadoras, tal como acontece actualmente nos hospitais da mesma rede.”
Deste protocolo assinado ontem entre Governo e as Misericórdias, esperamos encontrar respostas em termos de intervenção de qualidade, se queremos honrar a sociedade onde vivemos, que se pretende equitativa, justa e humanista.







Teresa Castanheira